Política
A partida que o Brasil joga todos os dias
Por: Magno Lavigne
Há derrotas que machucam por noventa minutos. Outras ensinam por muitos anos.
A eliminação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 deixou milhões de torcedores frustrados. O futebol tem esse poder raro de unir um país inteiro em torno de um mesmo sonho. Quando a bola entra, sorrimos juntos. Quando ela não entra, a decepção também é coletiva.
Mas o esporte também ensina uma das maiores lições da vida: perder faz parte do jogo. Nenhum campeão venceu todas as partidas. Quem constrói uma história de conquistas aprende, primeiro, a conviver com os tropeços.
Enquanto a Seleção encerra sua caminhada, o Brasil continua disputando partidas muito mais decisivas do que qualquer Copa do Mundo.
No dia a dia, o placar que realmente muda a vida das pessoas é outro. É o emprego conquistado, a qualificação profissional, a oportunidade que transforma uma família. É nesse contexto que iniciativas voltadas à formação e ao acesso ao mercado de trabalho, como o Programa Manuel Querino, projeto de qualificação e emprego desenvolvido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o desenvolvimento também se constrói com preparo, inclusão e oportunidades.
Ao mesmo tempo, o país debate temas que afetam diretamente a rotina de milhões de trabalhadores, como a escala 6×1. Um assunto que vai muito além das redes sociais ou das manchetes: envolve qualidade de vida, produtividade, competitividade e as diferentes realidades do mercado de trabalho. Como em toda grande decisão, exige diálogo, responsabilidade e equilíbrio.
No futebol, o técnico escolhe quem entra em campo. Na democracia, essa escolha pertence ao cidadão.
Em cada eleição, o Brasil monta sua equipe para enfrentar desafios que não duram apenas noventa minutos, mas quatro anos. São decisões que influenciam a educação, a saúde, a infraestrutura, a economia e as oportunidades que chegam ou deixam de chegar à população.
O futebol continuará sendo nossa maior paixão. Continuaremos vibrando, sofrendo, comemorando e acreditando que o próximo Mundial será diferente. Afinal, torcer também é um exercício de esperança.
Mas existe um campeonato que nunca para.
Nele, não há prorrogação, VAR ou disputa por pênaltis. Existe apenas a responsabilidade de participar, refletir e exercer a cidadania com consciência.
Porque a alegria que o futebol nos proporciona é inesquecível. Mas o futuro do Brasil não se decide apenas dentro das quatro linhas.
A principal partida sempre será aquela em que cada cidadão entra em campo para fazer, com consciência e responsabilidade, o seu verdadeiro gol de placa.
Magno Lavigne
Pré-candidato a deputado estadual pela Bahia.
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