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VITIVINICULTURA|Rio avança em política pública para fortalecer produção de uvas, vinhos e enoturismo
O Estado do Rio de Janeiro pode dar um passo importante na consolidação de sua vitivinicultura. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) aprovou em segunda discussão, nesta terça-feira (30), o Projeto de Lei nº 7.000/26, que institui a Política Estadual de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Uva, do Vinho e do Enoturismo. A proposta segue agora para sanção ou veto do governador.
De autoria dos deputados Luiz Paulo (PSD), Gustavo Tutuca (PP), Rodrigo Amorim (PL) e Dionísio Lins (PP), o projeto busca estruturar uma política pública permanente voltada ao fortalecimento de um setor ainda em expansão no estado, mas que vem ganhando relevância econômica e turística nos últimos anos.
Integração entre produção, pesquisa e turismo
A proposta não se limita ao incentivo agrícola. O texto estabelece uma estratégia integrada que conecta produção de uvas, elaboração de vinhos e derivados, atividades de pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e expansão do turismo rural.
Na prática, a ideia é aproximar produtores rurais, universidades, centros de pesquisa, empreendedores do setor turístico e restaurantes, criando uma rede capaz de aumentar a competitividade da produção fluminense.
Um dos focos centrais é a adaptação da vitivinicultura às condições climáticas do estado, que diferem das regiões tradicionalmente produtoras no Sul do país.Is so inclui estímulo a novas variedades de uva mais resistentes ao calor e à umidade, além de técnicas modernas de cultivo e vinificação.
Enoturismo como motor econômico
O projeto também aposta forte no enoturismo, segmento que une turismo, gastronomia e experiência cultural em torno do vinho. A proposta prevê o incentivo à criação de rotas turísticas, visitação de vinícolas, degustações guiadas e integração com a produção local de alimentos artesanais.
Esse modelo já é consolidado em regiões como Serra Gaúcha (RS) e Vale dos Vinhedos, e a expectativa é que o Rio de Janeiro consiga adaptar essa experiência ao seu próprio território, especialmente em áreas serranas.
Expansão da vitivinicultura fluminense
Atualmente, o estado já registra cerca de 42 empreendimentos ligados à produção de uvas, vinhos e derivados, em diferentes estágios de implantação e operação. Esses projetos estão distribuídos principalmente em regiões de clima mais ameno, como:
Petrópolis
Teresópolis
Areal
Paraíba do Sul
Valença
Essas áreas vêm sendo apontadas como polos emergentes da produção vitivinícola no estado, com características de “vinhos de montanha” e produção em pequena e média escala.
Sustentabilidade e inovação no campo
Outro eixo importante da política é a sustentabilidade.O texto prevê estímulo a práticas agrícolas de menor impacto ambiental, uso racional da água, manejo de solo mais eficiente e redução de defensivos químicos.
Além disso, há incentivo à adoção de tecnologias como irrigação controlada, monitoramento climático e melhoramento genético de variedades de uva adaptadas ao território fluminense.
Indicação geográfica e identidade regional
A proposta também mira o fortalecimento das chamadas indicações geográficas, certifi cações que reconhecem a origem e a qualidade de produtos vinculados a determinada região.
Esse tipo de reconhecimento pode agregar valor ao vinho produzido no estado, ajudando a posicionar o Rio de Janeiro no mercado nacional como produtor de identidade própria, e não apenas como consumidor.
Impacto econômico e potencial de desenvolvimento
Se sancionada, a política pode ajudar a estruturar uma nova cadeia produtiva no interior fluminense, com potencial de geração de emprego, renda e diversificação econômica.
Especialistas do setor apontam que a vitivinicultura, quando associada ao turismo, tende a movimentar não apenas o campo, mas também setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio local.
A expectativa é que a integração dessas atividades fortaleça economias regionais e estimule pequenos produtores a ingressarem em mercados de maior valor agregado.
Próximos passos
Com a aprovação na Alerj, o projeto segue para análise do governador, que poderá sancionar ou vetar a proposta. Caso sancionada, a política passa a servir como diretriz para ações futuras do Estado voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva da uva, do vinho e do enoturismo. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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