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TRAGÉDIA NA VENEZUELA|Os terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho continuam provocando uma grave crise humanitária e ampliando o número de vítimas no país
De acordo com o balanço mais recente divulgado neste domingo (12) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o desastre já deixou 4.490 mortos e 16.740 feridos, consolidando-se como uma das maiores tragédias naturais da história recente venezuelana.
Mesmo semanas após os tremores, as equipes de busca e resgate permanecem mobilizadas nas regiões mais afetadas. Bombeiros, militares, agentes da Defesa Civil e profissionais da saúde seguem atuando na localização de sobreviventes, na retirada de moradores de áreas de risco e na assistência às comunidades que tiveram sua infraestrutura severamente comprometida. Segundo o governo, 6.462 pessoas já foram resgatadas de locais considerados inseguros ou totalmente destruídos pelos terremotos.
A destruição causada pelos tremores afetou milhares de edificações, incluindo residências, escolas, hospitais e vias de acesso, dificultando o deslocamento das equipes de emergência e a chegada de ajuda humanitária. Em diversas localidades, o fornecimento de energia elétrica, água potável e serviços de comunicação ainda apresenta falhas, aumentando as dificuldades enfrentadas pela população.
Além das perdas humanas, o impacto social do desastre também é expressivo. O governo venezuelano informou que 120.794 famílias já receberam algum tipo de assistência desde o início da tragédia. Entre as medidas adotadas estão a distribuição de alimentos, água potável, medicamentos, kits de higiene, atendimento médico, apoio psicológico e auxílio às pessoas que perderam suas moradias.
Para acolher os desabrigados, foram montados 108 acampamentos provisórios em diferentes regiões do país. Esses espaços oferecem abrigo temporário, alimentação, assistência médica e serviços básicos, funcionando como centros de apoio para milhares de famílias que ainda não têm condições de retornar para casa. Paralelamente, técnicos realizam vistorias em imóveis danificados para avaliar quais estruturas poderão ser recuperadas e quais precisarão ser demolidas.
Especialistas alertam que os desafios vão além da resposta imediata ao desastre. O risco de novos deslizamentos de terra, possíveis réplicas sísmicas e o aumento da vulnerabilidade sanitária preocupam as autoridades, que intensificam ações para evitar surtos de doenças e garantir condições mínimas de segurança e saúde nas áreas atingidas.
Diante da magnitude da tragédia, as operações de emergência continuam sendo tratadas como prioridade pelo governo venezuelano. Enquanto milhares de pessoas tentam reconstruir suas vidas após perderem familiares, casas e bens materiais, o país enfrenta um longo processo de recuperação, que deve se estender pelos próximos meses. O novo balanço reforça a dimensão do desastre e evidencia os enormes desafios humanitários que ainda precisam ser superados. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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