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SETOR DE BIOCOMBUSTÍVEIS|Setor brasileiro de biocombustíveis busca avançar em mais uma etapa da transição energética do país

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Nesta segunda-feira (13), representantes de entidades do segmento entregam ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma carta solicitando que o governo autorize o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel fóssil de 15% (B15) para 17% (B17). O documento também será apresentado ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, em São Paulo, onde são realizados estudos que avaliam a viabilidade técnica da ampliação do percentual de biodiesel nos combustíveis utilizados pela frota brasileira.

A proposta faz parte do processo de expansão gradual do uso de combustíveis renováveis no Brasil e é defendida pelo setor como uma medida capaz de reduzir a dependência do diesel derivado do petróleo, fortalecer a produção nacional e ampliar a segurança energética do país. Atualmente, o biodiesel é produzido principalmente a partir do óleo de soja, embora também utilize outras matérias-primas, como gorduras vegetais e animais, tornando-se uma alternativa mais sustentável em comparação aos combustíveis fósseis.

Os testes realizados pelo Instituto Mauá analisam diferentes proporções de biodiesel, entre B16 e B25, avaliando aspectos como desempenho dos motores, consumo de combustível, durabilidade dos equipamentos, emissão de poluentes e compatibilidade com os veículos atualmente em circulação. Os estudos são considerados fundamentais para garantir que a ampliação da mistura ocorra de forma segura, sem comprometer o funcionamento da frota ou a qualidade do combustível distribuído em todo o país.

Na avaliação das entidades que representam o setor, a adoção do B17 trará impactos positivos para a economia brasileira. Além de estimular novos investimentos na indústria de biocombustíveis, a medida deverá aumentar a demanda por matérias-primas agrícolas, impulsionando culturas como a soja e outras oleaginosas. O crescimento da produção também pode gerar novos empregos no campo e na indústria, fortalecer cooperativas agrícolas, ampliar a renda de produtores rurais e incentivar a instalação de novas unidades de processamento em diferentes regiões do país.

Outro ponto destacado é o benefício ambiental. Por ser um combustível renovável, o biodiesel apresenta menor emissão de gases de efeito estufa em relação ao diesel mineral, contribuindo para reduzir a pegada de carbono do setor de transportes. A ampliação da mistura também ajuda a diminuir a emissão de material particulado e outros poluentes atmosféricos, colaborando para a melhoria da qualidade do ar e para o cumprimento dos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil em acordos internacionais.

A iniciativa está alinhada às diretrizes da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece uma ampliação gradual da participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional. A legislação determina que novos aumentos na mistura só poderão ser implementados após comprovação técnica de que não haverá prejuízos ao desempenho dos motores, ao abastecimento ou à qualidade dos combustíveis comercializados.

A expectativa das entidades é que o governo federal autorize a adoção do B17 ainda neste ano, dando continuidade ao cronograma previsto para a expansão dos biocombustíveis no Brasil. Caso a medida seja aprovada, o país dará mais um passo no fortalecimento de uma matriz energética mais diversificada, sustentável e menos dependente dos combustíveis fósseis, consolidando sua posição como um dos principais produtores mundiais de energia renovável. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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