Brasil
PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS
O governo federal inicia nesta quarta-feira (1º) a retirada gradual das medidas emergenciais adotadas para conter a disparada dos preços dos combustíveis durante a escalada das tensões no Oriente Médio.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (30) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que confirmou o fim da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel e informou que o benefício concedido à gasolina também deverá começar a ser reduzido nos próximos dias, caso o cenário internacional permaneça estável.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a decisão foi tomada após a queda das cotações internacionais do petróleo, que voltaram aos níveis observados antes do agravamento da crise geopolítica. A redução do risco de interrupções no fornecimento de petróleo e a diminuição das incertezas no mercado internacional aliviaram a pressão sobre os preços do barril, permitindo ao governo iniciar a retirada dos incentivos concedidos nas últimas semanas.
A subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel havia sido criada no fim de maio para substituir a desoneração dos tributos federais sobre o combustível, encerrada no início de junho. A medida integrou um pacote emergencial elaborado para evitar que o aumento do petróleo no mercado internacional fosse repassado integralmente aos consumidores, principalmente caminhoneiros, transportadores de cargas, produtores rurais e empresas de logística, setores altamente dependentes do diesel.
Ao anunciar a mudança, Durigan afirmou que as medidas tinham caráter temporário e foram implementadas para impedir que um conflito externo provocasse impactos ainda maiores sobre a inflação e o custo de vida da população brasileira.
“A gente foi atento e pronto para colocar as medidas de pé para não ser sócio da guerra e mitigar preços. Também seremos atentos e teremos prontidão na retirada e na reversão das medidas”, afirmou o ministro.
Além do encerramento do subsídio de R$ 0,35 por litro, o governo ainda analisa o futuro de outros benefícios em vigor. Permanecem sob avaliação uma segunda subvenção ao diesel, equivalente a R$ 1,12 por litro, e o subsídio de R$ 0,44 por litro concedido à gasolina. Segundo o Ministério da Fazenda, qualquer mudança dependerá da manutenção da estabilidade dos preços internacionais e da evolução do mercado nas próximas semanas.
A equipe econômica também monitora os impactos da retirada dos incentivos sobre a inflação. Os combustíveis possuem peso significativo no índice oficial de preços e influenciam diretamente o custo do transporte de cargas, alimentos, produtos industrializados e serviços. Uma elevação expressiva nos preços do diesel pode provocar efeito cascata em diversos setores da economia.
Nas últimas semanas, o mercado internacional apresentou forte volatilidade em razão das tensões no Oriente Médio, região responsável por uma parcela significativa da produção mundial de petróleo. Durante o período de maior instabilidade, o barril do tipo Brent chegou a superar os US$ 100, alimentando preocupações sobre novos aumentos nos combustíveis em diversos países. Com a redução das tensões e o afastamento do risco imediato de desabastecimento, a cotação recuou para a faixa de US$ 70 por barril, patamar semelhante ao registrado antes da crise.
A expectativa do governo é que a normalização do mercado internacional permita a retirada gradual dos incentivos sem provocar aumentos bruscos nas bombas. Ainda assim, especialistas destacam que fatores como decisões dos países produtores, variações cambiais e novos episódios de instabilidade geopolítica continuam podendo influenciar o preço dos combustíveis no Brasil nos próximos meses. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
-
Mundo2 semanas atrásCantinho do Sol, em Lisboa: ponte gastronômica Brasil/Portugal!
-
Esporte6 dias atrásAgenda SBT e N Sports na Copa (25/06): Pra ficar de olho! Japão e Suécia fazem duelo às 20h que pode definir adversário do Brasil
-
Mundo4 dias atrás13⁰ Festival Cultural Yemanjá de Nice acontece no próximo finde: odoyá!
-
Brasil2 semanas atrásCRISE FISCAL|O município de Seropédica, na Baixada Fluminense, entrou no radar dos órgãos de controle após ter os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) bloqueados pela União
-
Mundo2 semanas atrásConsulado do Haiti aprofunda união e laços culturais com o Brasil em ato diplomático
-
Esporte1 semana atrásKarina sonha alto no futevôlei e mira crescimento no esporte em 2026
-
Brasil3 dias atrásTERREMOTO NA VENEZUELA
-
Brasil1 semana atrásInstituto Chaperoá: Transformando Sonhos em Oportunidades e Construindo um Futuro Melhor
