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PRAÇA ONZE MARAVILHA

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A Prefeitura do Rio oficializou nesta sexta-feira (10), com a publicação no Diário Oficial do Município, a criação da Área de Especial Interesse Urbanístico Praça Onze Maravilha.

A medida, instituída pela Lei Complementar nº 301/2026, foi sancionada um dia antes pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e representa um dos maiores projetos de requalificação urbana planejados para a região central da capital fluminense nas próximas décadas.

O programa prevê investimentos estimados em R$ 1,7 bilhão ao longo dos próximos 20 anos e pretende transformar cerca de 458 mil metros quadrados de uma área histórica localizada no entorno do Sambódromo, abrangendo trechos da Praça Onze, Cidade Nova e bairros vizinhos. O objetivo é revitalizar uma região que perdeu moradores e atividades econômicas ao longo dos anos, incentivando a ocupação permanente, a geração de empregos e o fortalecimento do Centro como espaço de moradia, cultura e desenvolvimento.

A expectativa da prefeitura é viabilizar a construção de aproximadamente 37 mil novas unidades habitacionais, ampliando significativamente a oferta de moradias na região. Além dos empreendimentos residenciais, o projeto também busca estimular a instalação de novos comércios, serviços, equipamentos públicos e culturais, criando um ambiente mais dinâmico e reduzindo a ociosidade de áreas que hoje apresentam imóveis vazios ou subutilizados.

A iniciativa integra a estratégia municipal de recuperação do Centro do Rio, seguindo a mesma linha de programas como o Reviver Centro. A proposta é aproximar a população das áreas centrais, aproveitando a infraestrutura já existente, a ampla oferta de transporte público e a proximidade com polos de emprego, educação, saúde e lazer. A administração municipal acredita que o aumento da população residente contribuirá para movimentar a economia local durante todo o dia, fortalecendo o comércio e aumentando a sensação de segurança na região.

A sanção da lei, no entanto, foi parcial. O prefeito vetou quatro emendas aprovadas pela Câmara Municipal que alteravam dispositivos dos artigos 11, 17 e 33 do projeto. De acordo com a prefeitura, as mudanças propostas pelos vereadores interferiam em normas de uso e ocupação do solo ou tratavam de temas cuja competência é exclusiva do Poder Executivo, motivo pelo qual foram retiradas do texto final.

Entre os vetos está uma emenda que modificava as regras urbanísticas do Bairro Peixoto, em Copacabana. A proposta permitiria ampliar o potencial construtivo dos imóveis da região, possibilitando prédios maiores. Segundo a prefeitura, o bairro possui legislação própria que limita as edificações a até 10 metros de altura para preservar suas características urbanísticas e históricas. Com o veto, essas regras permanecem em vigor.

Além de impulsionar o mercado imobiliário, a expectativa é que o Praça Onze Maravilha contribua para a valorização do patrimônio histórico da região, conhecida por sua importância na formação da identidade cultural carioca. A Praça Onze é considerada um dos principais berços do samba no Brasil e possui forte ligação com a história da população negra, do Carnaval e das manifestações culturais do Rio de Janeiro. A proposta da prefeitura é conciliar desenvolvimento urbano, preservação histórica e ampliação da qualidade de vida para quem vive, trabalha ou circula pelo Centro da cidade. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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