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QUEIMADAS NO AMAZONAS: 79% dos incêndios que espalham fumaça por Manaus ocorrem em propriedades privadas, aponta INPE

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Queimadas no Amazonas disparam 37 vezes após primeiro turno das eleições e cobrem Manaus de fumaça

Levantamento do INPE a pedido do g1 mostra que focos estão concentrados em imóveis rurais com CAR. Ipam registra 5.598 focos entre 4 e 14 de outubro, mesmo com proibição do uso de fogo no estado desde 9 de setembro

O avanço dos incêndios que espalham nuvens de fumaça por cidades do Amazonas, incluindo Manaus, está concentrado principalmente em propriedades rurais privadas.

Um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), realizado a pedido do portal g1, identificou que 79,1% dos 1.639 focos de calor registrados no estado entre 1º e 15 de outubro ocorreram em imóveis com Cadastro Ambiental Rural (CAR).

Os dados reforçam as suspeitas de que parte dos incêndios esteja relacionada ao uso irregular do fogo para limpeza de terrenos e pastagens. Embora a seca favoreça a propagação das chamas, órgãos ambientais apontam a ação humana como um dos principais fatores da crise.

Desde 9 de setembro, o governo do Amazonas mantém a proibição do uso do fogo no estado. Mesmo assim, os registros continuaram aumentando, provocando problemas ambientais e comprometendo a qualidade do ar em diferentes municípios.

Incêndios disparam a partir do primeiro turno das eleições

O crescimento das queimadas ganhou força justamente no dia da votação do primeiro turno, em 4 de outubro. Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que analisou 19 municípios das regiões metropolitana e central do Amazonas, houve uma mudança no comportamento habitual dos incêndios.

Normalmente, os focos aumentam em agosto, atingem o pico em setembro e começam a diminuir no fim daquele mês. Em 2026, porém, após uma redução temporária, os registros voltaram a subir rapidamente no início de outubro.

Entre os dias 4 e 14, foram identificados 5.598 focos de calor, número 37 vezes superior aos 149 registrados no mesmo período de 2025. O resultado também ultrapassou os 4.385 focos contabilizados em 2023, quando a região enfrentou uma seca histórica.

CONCLUSÃO:

Os números do Inpe e do Ipam indicam uma quebra no padrão sazonal das queimadas no Amazonas e levantam um alerta sobre a origem dos incêndios. Com quase 80% dos focos em áreas privadas cadastradas e um salto exponencial após o período eleitoral, o cenário aponta para o uso deliberado do fogo, descumprindo a proibição estadual em vigor. Além do impacto ambiental, a persistência da fumaça compromete a saúde da população e pressiona as autoridades por fiscalização mais rigorosa nas propriedades rurais responsáveis pelos registros. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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