Educação
Juventude em ação: estudantes mobilizam escola contra o feminicídio e defendem cultura da paz
No dia 7 de abril, a Escola Municipal do Barro, em Lauro de Freitas (BA), foi palco de um importante movimento protagonizado por jovens estudantes. As alunas do 9º ano — Vitória Santos, Jaislane Lima, Jaslaine e Kathellen Vitória — percorreram as turmas do Ensino Fundamental I e II promovendo um debate urgente e necessário: “Feminicídio e a necessidade de construir uma cultura da paz”.
A atividade foi marcada por intensa participação, escuta ativa e troca de saberes. Com segurança e sensibilidade, as estudantes apresentaram dados atualizados sobre a violência de gênero no Brasil, trazendo à tona uma realidade que, embora dura, precisa ser enfrentada desde cedo no ambiente escolar.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 12 mil mulheres foram vítimas de feminicídio no país ao longo da última década. Os números revelam padrões alarmantes: na maioria dos casos, o agressor é alguém conhecido da vítima; os crimes ocorrem, frequentemente, dentro de casa; e as vítimas são, em grande parte, mulheres jovens e negras. Outro dado preocupante é o histórico prévio de violência, evidenciando uma escalada de agressões que poderia ser interrompida com políticas eficazes de prevenção.
O debate ganhou ainda mais força diante de um episódio recente que abalou a comunidade local: o feminicídio de uma adolescente de apenas 14 anos, Tamiris. A tragédia gerou comoção e ampliou o senso de urgência entre estudantes, professores e funcionários, que também participaram ativamente do encontro.
Apesar do cenário desafiador, a juventude tem demonstrado capacidade e inovação. Um exemplo inspirador é o da estudante Yanana Queiroz, de 16 anos, que representará o Brasil em uma das maiores feiras científicas do mundo, em Phoenix, nos Estados Unidos. Seu projeto, premiado nacionalmente, utiliza inteligência artificial para analisar dados de feminicídio no Ceará, apontando caminhos para políticas públicas mais eficazes.
A ação realizada na escola evidencia que a educação é uma ferramenta poderosa no enfrentamento das desigualdades e violências estruturais. Ao promover o debate, as estudantes não apenas compartilharam informações, mas também plantaram sementes de consciência crítica, empatia e transformação social.
Como afirma a pensadora feminista bell hooks:
“O feminismo é para todo mundo” — uma ideia que reforça que o combate à violência contra a mulher não é apenas uma pauta feminina, mas um compromisso coletivo, que começa, sobretudo, na formação das novas gerações.
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