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Brasil

Iphan determina tombamento provisório de antigo prédio do DOI-Codi no Rio

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Imóvel na Tijuca foi utilizado como centro de repressão durante a ditadura militar

Ditadura militar

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o tombamento provisório do imóvel que abrigou o DOI-Codi durante o período da ditadura militar no Brasil. O prédio fica na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, Zona Norte do Rio, nos fundos do antigo 1º Batalhão de Polícia do Exército.

A decisão atende a um pedido apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) e impede que o local passe por alterações estruturais, reformas ou demolições enquanto o processo definitivo de tombamento é analisado.

Memória histórica

O espaço é apontado por investigadores e entidades de direitos humanos como um dos principais centros de repressão política do país entre as décadas de 1960 e 1980.

Segundo o MPF, o pedido de preservação teve origem em um documento elaborado em parceria com a Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, reunindo relatos, provas históricas e depoimentos sobre violações cometidas no local.

As investigações apontam que o imóvel teria sido adaptado para atividades clandestinas ligadas à repressão política, incluindo áreas destinadas ao isolamento e interrogatório de presos.

Relatos de violência

Depoimentos reunidos durante as investigações citam práticas de tortura utilizadas contra presos políticos, além de denúncias de mortes e desaparecimentos durante o regime militar.

Uma das áreas mencionadas nos documentos é a cela conhecida como “Maracanã”, apontada por ex-presos como um dos espaços utilizados para sessões de violência e tortura.

O Ministério Público afirma que preservar o imóvel é uma forma de evitar o apagamento da memória das vítimas e fortalecer o debate sobre direitos humanos e democracia.

Possível reconhecimento definitivo

Com o avanço do processo, o prédio poderá ser incluído de forma definitiva no patrimônio cultural brasileiro.

A proposta defendida pelo MPF é que o espaço futuramente seja transformado em local de memória e reflexão histórica sobre o período da ditadura militar no país.

O imóvel também já recebeu homenagens organizadas por ex-presos políticos e familiares de vítimas da repressão estatal. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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