Brasil
Megaempreendimento portuário volta ao radar e promete novo polo industrial no Norte Fluminense
Projeto em Barra do Furado será retomado com investimento de R$ 850 milhões e foco em operações offshore e reciclagem naval.
Um projeto aguardado há mais de uma década deve finalmente sair do papel no litoral norte do Rio de Janeiro. O Complexo Logístico Farol/Barra do Furado, localizado entre Quissamã e Campos dos Goytacazes, terá suas obras retomadas com previsão de início ainda em 2026.
Anunciado originalmente em 2011, o projeto acabou paralisado durante a crise econômica e a retração do setor de petróleo e gás entre 2014 e 2016. Agora, a retomada ganha força com a entrada de um novo parceiro financeiro e uma reformulação estratégica.
O investimento previsto é de cerca de R$ 850 milhões, em uma área de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados. A expectativa é que o complexo entre em operação entre 2027 e 2028.
O empreendimento será estruturado para atender diferentes frentes do setor marítimo e energético. Entre os principais componentes estão um estaleiro, uma base de apoio offshore e infraestrutura voltada a futuros projetos de energia eólica no mar.
Uma das principais mudanças no projeto é o novo foco do estaleiro, que passa a priorizar o desmantelamento de navios e a reciclagem de plataformas offshore, acompanhando a crescente demanda global por esse tipo de serviço, especialmente no contexto de descomissionamento de estruturas da indústria de petróleo.
A infraestrutura prevista inclui um cais de até 900 metros, capacidade para receber plataformas do tipo FPSO e obras de dragagem do canal de acesso. Parte das estruturas já existentes na área poderá ser reaproveitada.
Além do impacto industrial, o projeto também traz expectativa de geração de empregos: são estimados 800 postos diretos e cerca de 3,2 mil indiretos, o que pode impulsionar a economia da região.
Por outro lado, especialistas apontam que a implantação do complexo também deve exigir atenção a atividades tradicionais, como a pesca, que podem ser afetadas pelas intervenções e pelo aumento da movimentação marítima.
Com a retomada, o Norte Fluminense volta ao mapa de grandes investimentos logísticos e energéticos, mirando um novo ciclo de desenvolvimento ligado ao mar e à indústria offshore. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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