Brasil
COM INVESTIMENTO DE R$200 MIL, BANCA CULTURAL DE ARTISTA PLÁSTICA É RECOLHIDA PELA PREFEITURA DO RIO
Projeto visava revitalizar cultura das bancas de jornal nas ruas de Ipanema
A artista plástica Christine Moutinho foi surpreendida na última sexta-feira, 13, ao ser comunicada que sua banca cultural localizada em Ipanema seria recolhida por fiscais da Seop (Secretaria Municipal de Ordem Pública). O projeto, que levava o nome de “Um Tom a Mais” em homenagem à Bossa Nova, tinha como objetivo principal revitalizar a ideia de bancas de jornal no Rio, sediando encontros artísticos como lançamentos de livros, exposições e variados eventos ligados à cultura. Com investimento de pouco mais de R$200 mil, o espaço também era ponto de venda de doces, salgados e quiches, além de chamar atenção por sua cenografia temática em datas comemorativas como o Natal e o carnaval.
Ao longo dos dois anos do projeto, Christine enfrentou dificuldades motivadas por alterações urbanísticas na cidade. Originalmente localizada na esquina das ruas Nascimento Silva e Garcia D’Ávila, a estrutura foi realocada para a Rua Joana Angélica no último dia 9, por conta de obras de um novo projeto imobiliário na localização anterior.
Com poucos dias de funcionamento na Rua Joana Angélica, Christine logo percebeu a inviabilidade do novo ponto: sua banca foi posicionada em frente a um prédio residencial, gerando transtorno para moradores e transeuntes. Entendendo a problemática, a artista alertou sobre as dificuldades logísticas de funcionamento no local. Quatro dias depois, fiscais da Seop foram ao local e guincharam a banca, levando a estrutura para um depósito municipal.
Através das redes sociais, Christine publicou uma série de vídeos denunciando a ação da prefeitura e a falta de uma solução harmoniosa para o caso. As postagens geraram um debate sobre a ocupação cultural de espaços públicos e o papel de órgãos governamentais na viabilidade desses projetos.“Estou muito triste. Dois anos de sofrimento, muito gasto emocional, internação hospitalar. Tudo isso por causa de ineficiência, por causa de problema com prefeitura e subprefeitura”, disse ela em um dos vídeos publicados. Em nota, a Seop reconhece que a banca foi transferida para a Rua Angélica com autorização, mas o funcionamento na nova instalação gerou reclamações de moradores. Ainda segundo o órgão, a ocupação de um espaço público não é permanente, e sim uma concessão que pode ser revogada a qualquer momento.
Como possíveis soluções, a Secretaria Municipal de Ordem Pública sugere que a artista solicite um novo ponto com indicações de três endereços ou levar sua banca para um espaço privado. Mas Christine afirma que, após os desgastes, deve desistir da banca cultural. Apesar disso, a artista irá procurar medidas legais para resolver a situação e mantém seu compromisso de continuar defendendo a propagação da cultura. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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