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FURTO DE BATUTA|Monumento de Carlos Gomes é alvo de vandalismo na Cinelândia e reforça prejuízos ao patrimônio histórico do Rio

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A estátua do maestro e compositor Carlos Gomes, um dos principais nomes da música erudita brasileira, foi alvo de furto na Praça Floriano, mais conhecida como Cinelândia, no Centro do Rio de Janeiro. Criminosos retiraram a batuta de bronze da escultura, peça que simboliza o instrumento utilizado pelos maestros para conduzir orquestras e que integra a composição artística do monumento.

Localizada ao lado do Theatro Municipal, um dos mais importantes espaços culturais do país, a obra foi inaugurada em 1960 como uma homenagem ao compositor, autor da célebre ópera O Guarani, considerada um marco da música brasileira no século XIX. Produzida em bronze, a escultura retrata Carlos Gomes no momento em que conclui uma regência, tendo a batuta como elemento central da representação e da identidade visual da obra.

A ausência da peça compromete não apenas a estética do monumento, mas também seu valor histórico e simbólico. Além do dano material, ações desse tipo descaracterizam obras de arte instaladas em espaços públicos e afetam a preservação da memória cultural da cidade.

Procurada, a Secretaria Municipal de Conservação informou que o furto foi registrado na delegacia responsável pela área e que as medidas necessárias para a recuperação do monumento já estão sendo avaliadas. A pasta ressaltou que os constantes furtos de peças metálicas e os atos de vandalismo têm provocado impactos significativos na conservação do patrimônio histórico carioca.

Segundo a secretaria, apenas em 2026, a Prefeitura já desembolsou mais de R$ 250 mil para restaurar esculturas, monumentos e chafarizes danificados por furtos ou vandalismo. Grande parte desses crimes tem como alvo peças de bronze e outros metais, que acabam sendo retiradas ilegalmente e, muitas vezes, revendidos como sucata, causando prejuízos aos cofres públicos e à preservação da história da cidade.

O município destaca que a recuperação dessas obras exige mão de obra especializada, pesquisas sobre as características originais das peças e processos de restauração que podem levar semanas ou até meses, dependendo da complexidade dos danos. Em alguns casos, quando os elementos furtados não são recuperados, é necessário produzir réplicas para recompor o monumento, aumentando ainda mais os custos.

A Secretaria Municipal de Conservação reforçou que a população pode colaborar denunciando ações de vandalismo e depredação dos bens públicos aos órgãos de segurança. A preservação de monumentos históricos é considerada fundamental para manter viva a memória cultural do Rio de Janeiro, cidade que abriga um dos maiores acervos de esculturas e obras de arte em espaços públicos do Brasil.

O caso da estátua de Carlos Gomes volta a chamar atenção para a necessidade de reforçar a fiscalização e ampliar as medidas de proteção ao patrimônio histórico, evitando que obras de grande valor artístico e cultural continuem sendo danificadas por ações criminosas. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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