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Carla Duarte estreia como nova colunista da ConnectWave com olhar jurídico sobre temas do cotidiano

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A ConnectWave passa a contar com um novo nome em seu time de colunistas: a advogada Carla Duarte, que chega trazendo sensibilidade, conhecimento técnico e um olhar atento às questões do dia a dia sob a ótica do Direito. Bela, atuante e comprometida, Carla propõe um espaço de diálogo com os leitores, abordando temas atuais sempre conectados à legislação e à realidade social.

Em sua coluna de estreia, a autora lança um convite direto ao público: aproximar o Direito das vivências cotidianas, tornando-o mais acessível e presente nas reflexões diárias. “Pretendo trazer aqui temas do dia a dia, sempre fazendo uma correlação à luz do Direito. Um abraço a todos”, afirma.

Entre os assuntos que já mobilizam sua atenção está o abandono afetivo de pessoas idosas, uma realidade silenciosa, porém cada vez mais presente na sociedade. Carla observa, com sensibilidade pessoal e profissional, os impactos emocionais dessa ausência, não apenas nos idosos, mas também em seus cuidadores e familiares próximos.

“Tenho observado o abandono afetivo pelo qual passa o idoso e como isso reverbera psicologicamente, inclusive nos cuidadores, que veem aqueles antes chamados de ‘amigos’ desaparecerem diante da dificuldade. Muitas vezes, não é ajuda material que se faz necessária, mas gestos simples: uma lembrança, uma visita, uma ligação. Isso faz toda a diferença”, destaca.

Falando também a partir de sua experiência pessoal como filha de idoso nessa situação, Carla reforça a importância do vínculo social e afetivo. Segundo ela, o contato frequente estimula a comunicação e contribui diretamente para a saúde mental e cognitiva dos idosos. “Ninguém é tão ocupado que não possa oferecer um bom dia. A ausência, muitas vezes, é mais sobre falta de interesse do que de tempo”, pontua.

A colunista também traz à discussão aspectos legais do tema, com base em análises do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Atualmente, o ordenamento jurídico brasileiro já prevê, por meio do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003), o direito à convivência familiar e comunitária. No entanto, o Projeto de Lei 4.229/2019 propõe avançar ao sugerir a responsabilização civil de filhos por abandono afetivo, caracterizando essa omissão como ato ilícito passível de indenização.

O chamado “abandono afetivo inverso” — quando filhos deixam de cuidar dos pais na velhice — encontra respaldo também na Constituição Federal, que em seu artigo 229 estabelece a obrigação dos filhos maiores de amparar os pais em situações de necessidade.

Para Carla Duarte, mais do que discutir punições, é essencial refletir sobre a construção de uma sociedade mais empática e preparada para o envelhecimento populacional. “Precisamos fortalecer políticas públicas e redes de proteção, mas também resgatar valores humanos básicos. Cuidar dos nossos idosos é uma responsabilidade de todos: família, sociedade e Estado”, conclui.

Ao final, a nova colunista abre espaço para interação com os leitores, incentivando sugestões de temas que possam ser abordados nas próximas edições. A proposta é clara: construir, junto ao público, um canal de informação, reflexão e conscientização jurídica com impacto real na vida das pessoas.

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