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SUSTO NA BAIXADA|Cobras em piscina assustam alunos e expõem denúncias sobre abandono do Centro Olímpico de Nova Iguaçu
O que era para ser apenas mais uma manhã de atividades esportivas terminou em susto no Centro Olímpico Municipal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Alunos de uma aula de hidroginástica viveram momentos de tensão após o aparecimento de cobras dentro do complexo esportivo durante atividades realizadas na última quinta-feira (21).
Segundo relatos de frequentadores, um dos animais surgiu dentro da própria piscina enquanto alunos participavam da aula.
A situação provocou correria e interrupção imediata das atividades. Outra cobra teria sido localizada em uma área de vegetação alta próxima às instalações esportivas. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro foi acionado e realizou o recolhimento de dois filhotes de jiboia no local.
Apesar de as jibóias não serem peçonhentas, o episódio gerou preocupação entre usuários do espaço, especialmente pelo grande fluxo diário de crianças, adolescentes, idosos e pessoas em atividades de reabilitação física que frequentam o centro esportivo. O complexo oferece modalidades como hidroginástica, natação, atletismo, handebol, ginástica artística, karatê e treinamento funcional.
Frequentadores afirmam que o aparecimento dos animais não teria sido um caso isolado, mas consequência de problemas antigos relacionados à manutenção do espaço. Entre as principais reclamações estão o mato alto em áreas próximas às piscinas e quadras, acúmulo de lixo, falhas na limpeza, pontos de água parada e deterioração estrutural em diferentes setores do complexo.
Usuários também denunciaram problemas no sistema de filtragem da piscina. Segundo relatos, a bomba responsável pela circulação e limpeza da água teria ficado um período sem funcionamento, provocando acúmulo de lodo e alteração na qualidade da água. Após a retomada do equipamento, frequentadores passaram a notar o surgimento de animais próximos às áreas molhadas do centro esportivo.
Especialistas apontam que ambientes com vegetação descontrolada, presença de pequenos animais e acúmulo de entulho podem favorecer a circulação de serpentes em áreas urbanas. No caso das jibóias, é comum que elas busquem locais úmidos e com disponibilidade de alimento, como roedores e pequenos animais atraídos pelo lixo e pela vegetação alta.
O episódio também reacendeu críticas sobre as condições estruturais do Centro Olímpico Municipal de Nova Iguaçu, considerado um dos principais equipamentos públicos de esporte e lazer da Baixada Fluminense.
Moradores afirmam que problemas de conservação vêm sendo relatados há meses por usuários e profissionais que atuam no local.
Diante das denúncias, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informou que instaurou um inquérito civil para investigar “a precariedade do funcionamento, estrutura e segurança” do centro esportivo. O órgão realizou diligências no local e encaminhou ofícios à Prefeitura de Nova Iguaçu, à Defesa Civil e à Vigilância Sanitária do município.
Além disso, o Ministério Público solicitou acesso ao processo licitatório relacionado aos serviços de manutenção e reparo do complexo, buscando esclarecer contratos, cronogramas de obras e responsabilidades administrativas sobre a conservação do espaço.
Em nota, a Prefeitura de Nova Iguaçu informou que realizou serviços de poda, roçada e limpeza no entorno do centro esportivo e afirmou que as atividades seguem funcionando normalmente. A administração municipal declarou ainda que a Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu iniciou recentemente intervenções de manutenção no local, incluindo reparos estruturais, pintura e serviços de conservação.
Mesmo após as ações anunciadas pela prefeitura, o caso aumentou a insegurança entre frequentadores, principalmente pais de alunos matriculados nas atividades esportivas. Usuários cobram maior fiscalização, manutenção permanente e melhorias estruturais para evitar novos episódios envolvendo animais e possíveis riscos sanitários.
O caso também levanta discussões sobre a situação de equipamentos públicos esportivos na Baixada Fluminense, região que frequentemente enfrenta desafios relacionados à manutenção urbana, infraestrutura e acesso a espaços adequados para esporte e lazer. Para muitos moradores, o Centro Olímpico representa um dos poucos locais gratuitos voltados à prática esportiva e inclusão social na cidade, o que amplia a preocupação sobre as condições de funcionamento do espaço. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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