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REGRAS NA SAPUCAÍ: Alerj vai cobrar explicações sobre exigência para retirada de pulseiras das frisas do Carnaval 2027

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A exigência de comparecimento simultâneo dos seis ocupantes de uma frisa para a retirada das pulseiras do Carnaval de 2027 levou a Comissão de Direitos do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) a anunciar que vai oficiar a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e a Ticketmaster para pedir esclarecimentos sobre o procedimento.

Questionada sobre a restrição e as dificuldades impostas aos compradores, a Liesa informou que os procedimentos de acesso ainda estão em definição, mas não esclareceu se a orientação divulgada pela plataforma de ingressos continuará em vigor.

De acordo com as regras apresentadas pela Ticketmaster, os seis participantes vinculados a cada frisa precisam comparecer juntos ao local de retirada, com a biometria facial previamente cadastrada. A orientação também impede a retirada parcial das pulseiras ou por terceiros. Na prática, a ausência de um dos integrantes pode impedir que os demais recebam suas credenciais, mesmo com o espaço integralmente pago.

Exigência pode dificultar a chegada dos foliões

A regra levanta questionamentos sobre a logística de grupos que viajam ao Rio de Janeiro para acompanhar os desfiles na Marquês de Sapucaí. Os integrantes de uma mesma frisa podem chegar à cidade em voos, ônibus e horários diferentes, o que dificulta a organização para que todos estejam presentes simultaneamente no ponto de retirada.

A situação também pode afetar turistas estrangeiros e visitantes de outros estados. Em agosto, a própria Liesa reconheceu o aumento da procura por frisas por pessoas de fora do Rio de Janeiro, o que amplia a relevância da discussão sobre as condições de acesso aos espaços.

Informação antes da compra é ponto central

Sob a perspectiva dos direitos do consumidor, um dos principais pontos de questionamento é a clareza das informações apresentadas antes da conclusão da compra.

Em comunicado divulgado em 9 de setembro, a Liesa informou que cada frisa teria capacidade para seis pessoas, com preços entre R$ 1.835 e R$ 10.200. O anúncio também estabeleceu o limite de uma unidade por CPF e o pagamento exclusivamente via Pix.

No entanto, segundo as informações apresentadas, o comunicado não mencionava a obrigatoriedade de comparecimento simultâneo dos seis ocupantes, nem a proibição de retirada parcial das pulseiras ou por representantes.

A ausência dessas orientações entre as informações divulgadas antes da compra levanta dúvidas sobre a transparência das condições de utilização do ingresso. A questão é especialmente relevante porque o consumidor pode organizar e pagar integralmente pelo espaço sem ter conhecimento prévio de uma exigência que interfere diretamente na retirada das credenciais.

Conclusão

A iniciativa da Comissão de Direitos do Consumidor da Alerj busca esclarecer as condições estabelecidas para o acesso às frisas do Carnaval de 2027. A resposta da Liesa e da Ticketmaster deverá ajudar a determinar se a exigência de presença simultânea será mantida e quais alternativas poderão ser oferecidas aos compradores.

Até que os procedimentos sejam oficialmente definidos e esclarecidos, permanecem dúvidas sobre como os grupos poderão retirar suas pulseiras diante de imprevistos de viagem ou diferenças nos horários de chegada. O caso reforça a importância de que todas as regras de acesso sejam informadas de maneira clara antes da compra, garantindo transparência e previsibilidade aos consumidores que pretendem acompanhar os desfiles na Marquês de Sapucaí. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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