Brasil
PROJETO ILÊ ANGOLA GANHA FORÇA EM NOITE DE MÚSICA, ANCESTRALIDADE E ENCONTROS NO STUDIO ORI
O projeto “Ilê Angola” segue ganhando forma e reunindo nomes que carregam na própria trajetória a força da música, da cultura e da ancestralidade. Na noite da última sexta-feira (04), o Studio Ori, na WR Discos, em Salvador, voltou a receber uma sessão especial de gravação idealizada pelo percussionista, compositor, professor, artista plástico, empresário e CEO da Pacapuco Produções, Ivanzinho Pacapuco.
Mais do que uma etapa de produção, a noite foi marcada por encontros que aproximaram diferentes gerações, experiências e saberes, tendo a música como elo entre histórias construídas ao longo de décadas.
Entre os convidados esteve Mateus Aleluia Lima, cantor, compositor, violonista, percussionista e pesquisador da ancestralidade musical pan-africana. Natural de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, Mateus Aleluia nasceu em 25 de setembro de 1943 e construiu uma trajetória profundamente ligada às raízes africanas presentes na cultura brasileira.
Também participou Kleber Wilson, o Seuilsom, cantor e compositor e, nas palavras de Ivanzinho, seu “irmão de axé” e de Ilê. A presença do artista reforçou uma relação que ultrapassa os palcos e se sustenta em amizade, fé, respeito e muitos anos de caminhada compartilhada.
Outro nome importante da noite foi Marcus Musk, cantor, compositor e luthier da MK Batuke, apresentado por Ivanzinho como seu “irmão de tambor, de crença e de fé”. Além de sua atuação musical, Marcus se dedica à fabricação de instrumentos, colocando conhecimento, técnica e sensibilidade em cada peça produzida.
O encontro também contou com a presença fundamental de Catiana, a quem Ivanzinho fez questão de registrar um agradecimento especial pela atenção, disponibilidade e dedicação para que a reunião acontecesse.
UM PROJETO QUE CARREGA MEMÓRIA E IDENTIDADE
A nova etapa do “Ilê Angola” revela que a proposta vai muito além de uma sequência de gravações. O trabalho vem sendo construído a partir de relações humanas, experiências compartilhadas e da valorização de elementos que atravessam a cultura afro-brasileira.
No Studio Ori, tambores, vozes, instrumentos, histórias e espiritualidade se encontraram em uma noite que, para Ivanzinho Pacapuco, ficará guardada na memória.
“Hoje foi muito mais do que um encontro de músicos. Foi um encontro de histórias, saberes, tambores, fé e ancestralidade.”
A cada convidado que chega, o projeto incorpora uma nova perspectiva e amplia sua identidade. O resultado ainda está sendo cuidadosamente construído, mas já deixa evidente a dimensão afetiva e cultural que sustenta essa produção.
O “Ilê Angola” continua tomando forma — encontro após encontro, voz após voz, tambor após tambor. E, sobretudo, sendo construído por pessoas que carregam consigo a força de suas próprias histórias.
Entretanto, antes de todas essas vozes, uma presença teve um significado especialmente simbólico: Doinha Prata foi a primeira a gravar e a abrir os caminhos desse grande projeto.
Yalorixá, jornalista, apresentadora, compositora, atriz, colunista, escritora, membra do Conselho Editorial da BFK Books, confreira da Academia de Cultura e Artes de Ipitanga e CEO das empresas EI!!! VC TÁ AÍ?! e Rádio Doinha Prata FM Brasil, África, Portugal e Jamaica, Doinha ocupa também um lugar fundamental na trajetória pessoal, espiritual e artística de Ivanzinho.
“MINHA IRMÃ, MINHA MÃE, MEU CAMINHO”
Para Ivanzinho, a participação da irmã não poderia ser apenas mais uma colaboração artística. Ela precisava estar no início dessa caminhada.
A relação entre os dois ultrapassa os laços familiares. Doinha é apresentada pelo artista como irmã, referência, protetora e mãe espiritual, carregando consigo a responsabilidade de preservar uma história ancestral que começou antes mesmo do nascimento dos dois.
Foi justamente por esse significado que, ao conceber um trabalho dedicado aos Orixás, Ivanzinho entendeu que Doinha deveria ser a primeira voz a entrar no estúdio.
No Studio Ori/WR, ela gravou um cântico dedicado ao Orixá associado à abertura dos caminhos, transformando aquele instante em um verdadeiro marco para a produção.
A escolha ganhou uma dimensão ainda mais profunda: a primeira voz registrada no projeto foi justamente a de sua irmã, sua mãe espiritual e sua ancestralidade viva.
Em uma declaração carregada de emoção, Ivanzinho resumiu a importância daquele momento:
“Doinha, você sempre me fez grande. E mais uma vez, você abriu o meu caminho. Minha gratidão é para a vida inteira.”
UM CAMINHO ABERTO PARA GRANDES ENCONTROS
Depois da participação inaugural de Doinha Prata, o projeto continuou recebendo artistas que possuem fortes vínculos com a música, a cultura e a espiritualidade.
@doinhaprata
@ivanzinhopacapuco
@pacapuco_producoes
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