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Prefeitura do Rio vai oferecer canetas emagrecedoras na rede pública a partir de abril

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O tratamento inédito no SUS será destinado inicialmente a pacientes com obesidade grau 3 e terá início no novo Super Centro de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande.

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou um passo inovador no combate à obesidade na rede pública de saúde. O município passará a disponibilizar as famosas canetas emagrecedoras para pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O protocolo detalhado do programa será publicado no Diário Oficial do município, e a expectativa é de que as primeiras aplicações comecem a ser realizadas já no mês de abril. O lançamento oficial da iniciativa está marcado para o dia 18 de março, data que coincidirá com a inauguração da nova unidade de saúde na Zona Oeste.

Como vai funcionar o tratamento e quem tem direito
O pontapé inicial do programa ocorrerá de forma centralizada no novo Super Centro de Saúde da Zona Oeste, localizado no bairro de Campo Grande, com previsão de expansão gradual para outras unidades da cidade. Nesta primeira etapa, a medicação será destinada a um público-alvo específico: pacientes diagnosticados com obesidade grau 3, caracterizada por um Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40.

Para ter acesso e se manter no programa, os beneficiários precisarão seguir algumas diretrizes rigorosas focadas na mudança de estilo de vida:

  • Acompanhamento médico: Será exigido o cumprimento da agenda de consultas e a realização de exames periódicos.
  • Atividade física: Os pacientes deverão estar obrigatoriamente inscritos no programa Academia Carioca, iniciativa municipal voltada para a prática de exercícios e promoção da saúde.
  • Supervisão contínua: Todo o processo e a evolução do tratamento serão monitorados de perto pelos médicos das unidades de saúde da família.

Fim da patente viabiliza tecnologia de ponta no SUS
A introdução dessa nova tecnologia terapêutica no sistema municipal foi impulsionada por uma mudança fundamental no mercado farmacêutico: a liberação da patente da semaglutida, substância ativa presente nos principais medicamentos contra obesidade e diabetes. A queda da exclusividade abre caminho para a fabricação de versões genéricas, o que tende a reduzir drasticamente o custo do tratamento, que hoje pode chegar a cerca de R$ 2 mil mensais na rede privada.

O impacto potencial dessa política pública é gigantesco. Segundo levantamento da Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 130 mil pessoas na capital carioca que já são atendidas pelo SUS se enquadram perfeitamente no perfil inicial do projeto. Além de democratizar o acesso ao emagrecimento com suporte médico, a iniciativa atua de forma preventiva, com forte potencial para reduzir a sobrecarga na saúde e evitar complicações crônicas associadas ao excesso de peso, como a hipertensão e o diabetes.

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