Conecte-se conosco

Brasil

Fernanda Louback quer ampliar políticas para mulheres, mães atípicas e pessoas com deficiência no RJ

Publicado

em

A vice-governadora eleita do Rio de Janeiro, Fernanda Louback, pretende atuar diretamente na gestão de Douglas Ruas, com foco na ampliação de políticas públicas voltadas às mulheres, às mães atípicas e às pessoas com deficiência. Mãe de dois filhos autistas, ela defende o fortalecimento da rede de atendimento especializado nos 92 municípios fluminenses.

Entre as principais preocupações de Fernanda estão as dificuldades enfrentadas pelas famílias que precisam de acompanhamento contínuo para seus filhos, especialmente aquelas em que as mães assumem praticamente sozinhas a responsabilidade pelos cuidados.

Segundo ela, a falta de profissionais, médicos e serviços especializados compromete o acesso ao tratamento e aumenta a sobrecarga das cuidadoras.

“A gente não tem médico, a gente não tem tratamento. As mães muitas vezes desistem porque a maioria é solo”, afirmou.

Propostas incluem tratamento, inclusão escolar e moradia assistida

Fernanda Louback pretende discutir medidas que contemplem diferentes etapas da vida das pessoas com deficiência, desde o diagnóstico até a garantia de suporte na vida adulta. Entre as propostas estão a ampliação do atendimento especializado, o apoio às mães cuidadoras, a inclusão escolar e a criação de alternativas de moradia assistida para pessoas que necessitam de acompanhamento permanente.

A vice-governadora eleita também destaca a importância de oferecer suporte a quem cuida, reconhecendo que a rotina das famílias pode envolver demandas emocionais, financeiras e sociais.

“Então eu vou olhar por isso, tanto do diagnóstico, do tratamento, cuidar de quem cuida, que é a mãe, as escolas e até moradia assistida. O que será dos nossos filhos quando não estivermos mais aqui?”, questionou.

A proposta de moradia assistida busca ampliar o debate sobre o futuro de pessoas com deficiência que dependem de apoio contínuo, especialmente diante do envelhecimento dos pais e responsáveis.

Experiência no comércio motivou entrada na política

Antes de ingressar na vida pública, Fernanda Louback trabalhava no comércio. Segundo seu relato, a experiência que despertou seu interesse pela política ocorreu após uma obra de substituição do piso da calçada, realizada com recursos de uma emenda parlamentar.

De acordo com ela, a intervenção começou sem aviso prévio e dificultou o acesso dos clientes ao estabelecimento durante seis meses. Os prejuízos acumulados acabaram levando ao fechamento da loja.

“A obra mudou minha vida e me fez entrar para a política”, resumiu.

Fernanda aponta essa experiência como um dos fatores que a levaram a buscar participação nas decisões públicas e a defender mudanças na relação entre o poder público e a população.

Plano prevê secretaria e polos regionais de atendimento

As propostas defendidas pela vice-governadora eleita se relacionam a compromissos anunciados durante a campanha. Em setembro, Douglas Ruas assumiu o compromisso de criar uma Secretaria de Estado de Políticas Inclusivas, com atuação integrada às áreas de saúde, educação e esporte.

O plano também prevê a implantação de polos regionais de atendimento especializado e a estruturação de uma rede de apoio às mães atípicas.

A implementação dessas iniciativas, caso avance, deverá envolver a definição de prioridades, a estrutura de atendimento e a articulação entre os serviços estaduais e municipais para alcançar as famílias nos diferentes territórios do Rio de Janeiro.

Conclusão

A atuação anunciada por Fernanda Louback coloca no centro do debate a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento, à educação inclusiva e ao suporte oferecido às famílias de pessoas com deficiência. A proposta também chama atenção para a realidade das mães cuidadoras, que frequentemente enfrentam dificuldades para conciliar responsabilidades familiares, profissionais e pessoais.

A efetivação das medidas dependerá dos próximos passos da gestão, da estruturação dos serviços e da capacidade de ampliar o atendimento nos 92 municípios fluminenses. Entre os principais desafios estarão garantir continuidade ao acompanhamento especializado, oferecer apoio a quem cuida e construir alternativas de assistência para pessoas com deficiência ao longo de toda a vida. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

Continue lendo
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio
Anúncio

Mais Acessadas

Verified by MonsterInsights