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EDUCAÇÃO E TEMPO|Ventos de até 110 km/h levam à suspensão de aulas em 13 municípios do RJ e colocam estado em alerta máximo

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O avanço de uma intensa frente fria associada à atuação de um ciclone extratropical no Sul do país colocou o estado do Rio de Janeiro em estado de atenção nesta sexta-feira (7). Como medida preventiva, o Governo do Estado e prefeituras de 13 municípios decidiram suspender as aulas presenciais diante da previsão de ventos que podem atingir até 110 km/h, principalmente nas regiões Serrana, Costa Verde e Sul Fluminense.

Na quinta-feira (6), o Governo do Estado já havia anunciado o cancelamento das atividades presenciais em toda a rede estadual de ensino. Ao longo da noite e nas primeiras horas desta sexta, diversas prefeituras aderiram à medida para reduzir a circulação de pessoas e minimizar riscos para estudantes, professores e profissionais da educação.

Até o momento, suspenderam as aulas os municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti, Nilópolis, Seropédica, Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty e Petrópolis.

Além das redes municipais e estadual, instituições de ensino técnico e superior também interromperam as atividades presenciais. Entre elas estão o IFRJ, a Rede Ceja, os polos do Cederj, a Faetec, o Colégio Pedro II, o Colégio de Aplicação da UFRJ (CAp-UFRJ), a UERJ e o Instituto de Artes e Comunicação Social (IACS) da UFF. Em muitos casos, as instituições optaram por transferir as aulas para o formato remoto ou remarcar atividades acadêmicas.

Gabinete de Crise acompanha situação em tempo real

Diante da previsão de um dos episódios de vento mais intensos dos últimos anos no estado, a Defesa Civil Estadual, a Defesa Civil do Município do Rio e o Corpo de Bombeiros instalaram um Gabinete de Crise, que acompanha a evolução das condições meteorológicas em tempo real. O objetivo é coordenar as ações de resposta, monitorar possíveis ocorrências e garantir rapidez no atendimento em caso de emergências.

As equipes também reforçaram o monitoramento de áreas com histórico de quedas de árvores, deslizamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica, além de manter contato permanente com concessionárias de serviços públicos e órgãos de infraestrutura.

Por que os ventos serão tão fortes?

Segundo os meteorologistas, o fenômeno é provocado pela formação de um ciclone extratropical entre a Argentina, o Uruguai e o Rio Grande do Sul. Embora o centro desse sistema permaneça distante do Rio de Janeiro, ele cria um forte gradiente de pressão atmosférica capaz de acelerar significativamente os ventos sobre o litoral do Sudeste.

A expectativa é de que a intensidade aumente ao longo da manhã, atingindo seu pico entre 12h e 18h, período considerado o mais crítico. Nas regiões Serrana, Costa Verde e Sul Fluminense, as rajadas podem variar entre 91 km/h e 110 km/h. Já na Região Metropolitana e em outras áreas do estado, também são esperadas rajadas fortes, com potencial para provocar transtornos.

Principais riscos

A combinação entre ventos intensos e solo úmido aumenta o risco de diversos tipos de ocorrências. Entre elas estão:

  • Queda de árvores e galhos;
  • Destelhamento de residências e prédios;
  • Danos em estruturas metálicas, placas e andaimes;
  • Interrupções no fornecimento de energia elétrica;
  • Queda de postes e semáforos;
  • Ressaca no litoral, com ondas elevadas e risco para embarcações;
  • Interdição de vias devido à queda de objetos ou árvores.

Por causa desse cenário, a recomendação das autoridades é que a população evite permanecer sob árvores, próximo a estruturas metálicas, outdoors, marquises e andaimes durante os períodos de rajadas mais intensas.

Orientações da Defesa Civil

A Defesa Civil orienta que a população acompanhe apenas os canais oficiais de previsão do tempo e de alertas. Em caso de ventos muito fortes, a recomendação é permanecer em locais seguros, recolher objetos soltos em varandas e quintais, evitar estacionar veículos debaixo de árvores e não tentar remover galhos ou fios caídos.

Caso haja risco iminente ou alguma emergência, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 ou a Defesa Civil pelo número 199.

As autoridades continuarão monitorando a evolução do sistema meteorológico ao longo do dia. Novas suspensões de atividades e medidas preventivas não estão descartadas caso as condições climáticas se agravem ou novas áreas passem a apresentar risco elevado. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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