Política
Candidatos ao Senado pelo Rio debatem problemas do SUS e apresentam propostas para a saúde
A situação da saúde pública e as dificuldades enfrentadas pela população para obter atendimento na rede do SUS centralizaram os debates entre os candidatos ao Senado pelo Rio de Janeiro, em sabatina exibida pelo portal g1. Os postulantes abordaram gargalos crônicos do setor, como a fila do Sistema de Regulação (Sisreg), a precariedade estrutural no interior do estado, falhas de gestão, corrupção e os caminhos para o financiamento e a expansão da oferta de serviços.
Marcelo Crivella (Republicanos) destacou que, embora o SUS seja espetacular na teoria, sofre com distorções na prática. O candidato criticou a falta de transparência e os critérios do Sisreg, apontando que o sistema muitas vezes privilegia determinados pacientes. Para contornar esses problemas, defendeu a participação da população no planejamento das ações e sugeriu o fortalecimento de parcerias da rede pública com municípios e com a iniciativa privada.
Já Carlos Jordy (PL) avaliou que o SUS teve avanços, mas reconheceu que a sobrecarga na rede pública aumentou significativamente com a migração de pessoas que perderam os planos de saúde. O candidato deu ênfase às dificuldades dos moradores do interior, obrigados a longos deslocamentos até para exames básicos, e propôs a criação de carretas de exames equipadas para atender periodicamente os municípios. Jordy defendeu ainda a aplicação de emendas parlamentares como recurso vital para financiar a saúde local.
Por sua vez, Marcos Dias (Podemos) classificou a construção de novas unidades e soluções pontuais como medidas paliativas, apontando a politização e a corrupção como os maiores entraves da gestão. O candidato denunciou o costume de pacientes recorrerem a gabinetes políticos para furar a fila do atendimento e cobrou uma mudança estrutural na administração pública. Além disso, destacou a importância de combater o desvio de recursos e valorizar os profissionais da área com melhor remuneração e capacitação.
Pedro Paulo (PSD) resgatou sua experiência à frente da Secretaria de Planejamento da Prefeitura do Rio, argumentando que a implementação de centros de especialidades foi decisiva para reduzir a fila do Sisreg na capital. O candidato defendeu que a atuação do senador deve focar na articulação junto ao Ministério da Saúde para atrair investimentos. Entre suas propostas, citou a expansão de unidades hospitalares na Baixada Fluminense, Região dos Lagos, Norte, Noroeste e Região Metropolitana, além das obras do Hospital da Mulher em Campo Grande e do aumento da participação orçamentária dos municípios.
Conclusão
O debate revelou visões distintas sobre como resgatar a eficiência do SUS no estado do Rio de Janeiro. Enquanto parte dos candidatos aposta em novos modelos de infraestrutura móvel, ampliação de hospitais e articulação de verbas federais, outros sustentam que o foco imediato deve ser a moralização do sistema, o fim da politização das vagas e a otimização dos recursos já existentes. A transformação da saúde pública permanece como um dos compromissos mais urgentes e cobrados pelos eleitores fluminenses nas urnas. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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