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Brasil investe menos de um terço da média da OCDE por estudante

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O investimento brasileiro por estudante permanece muito abaixo do registrado nas economias que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 2023, o Brasil destinou cerca de US$ 4,1 mil por estudante, considerando da educação básica ao ensino superior público. O valor representa menos de um terço da média de US$ 13,6 mil registrada entre os países da organização.

O levantamento reúne países-membros da OCDE, nações em processo de adesão e integrantes do G20. Entre os 44 países com dados disponíveis para esse indicador, apenas Colômbia (US$ 3,4 mil) e Peru (US$ 1,8 mil) apresentaram investimento por estudante inferior ao brasileiro.

Formação superior ainda alcança uma parcela menor da população

A diferença em relação à média internacional também aparece no nível de escolaridade da população adulta. No Brasil, 22% das pessoas entre 25 e 64 anos concluíram o ensino superior, praticamente metade da média de 43% registrada nos países da OCDE.

Na comparação entre 46 países, o Brasil aparece com o mesmo percentual de Itália e México. Índices menores foram registrados na Romênia, com 19%; Índia, 16%; Indonésia, 13%; e África do Sul, 8%.

Quando são considerados níveis mais avançados de formação, a distância aumenta. Apenas 1% dos brasileiros entre 25 e 64 anos possui mestrado, enquanto a média dos países da OCDE chega a 15%.

Jovens fora da escola e do mercado de trabalho

Outro dado destacado pelo levantamento envolve os jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham. Em 2024, 22% dos brasileiros nessa faixa etária estavam nessa situação, colocando o país entre os maiores percentuais registrados na comparação internacional.

Apesar de ainda elevado, o índice brasileiro apresentou redução ao longo dos últimos anos. Em 2016, a proporção era de 27%, uma queda de cinco pontos percentuais até 2024. Ainda assim, o percentual permanece acima da média de 14% observada na OCDE.

Entre os 41 países analisados, os percentuais superiores ao brasileiro foram registrados na Romênia, com 23%; Colômbia, 26%; Turquia, 31%; e África do Sul, 48%.

Segundo o relatório, a situação dos jovens que não estudam nem trabalham representa uma preocupação para as políticas públicas, pois períodos prolongados de inatividade no início da vida adulta podem produzir impactos socioeconômicos duradouros.

Conclusão

Os números mostram que o Brasil enfrenta desafios simultâneos relacionados ao financiamento da educação, à ampliação da formação superior e à inserção dos jovens nos estudos e no mercado de trabalho. Embora alguns indicadores tenham apresentado melhora, como a redução da parcela de jovens que não estudam nem trabalham, o país ainda registra diferenças expressivas em relação às médias da OCDE.

O cenário reforça a importância de políticas educacionais voltadas não apenas à ampliação dos investimentos, mas também à permanência dos estudantes, à conclusão das etapas de ensino e à transição dos jovens para a educação superior e o mercado de trabalho. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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