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BRASIL FECHOU QUASE 40% DOS BANCOS FÍSICOS EM DEZ ANOS

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Mais de duas mil cidades brasileiras ficaram sem atendimento presencial

O número de agências bancárias tem diminuído exponencialmente no Brasil. Na última década, o total de bancos físicos teve uma redução de 37%, com cerca de 14 mil unidades em funcionamento atualmente. A pandemia do COVID-19 e o lançamento de serviços digitais como o PIX contribuíram para a diminuição significativa das agências.

O fechamento tem impacto direto no dia a dia da população. De acordo com pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), baseada em dados do Banco Central, 638 municípios ficaram sem agências físicas de 2015 para cá, com 2.649 cidades ficando sem atendimento presencial. Esse número representa 48% do total e afeta 19,7 milhões de brasileiros. A população impactada teve um salto de 3,4% para 9% em dez anos.

Ainda de acordo com os dados, 6.000 agências físicas fecharam as portas. O avanço da digitalização dos serviços bancários também é um grande fator contribuinte da mudança. Os bancos e canais digitais apresentam crescimento entre o novo consumidor. Diante deste cenário, os principais prejudicados é a população idosa e de pouca familiaridade com a tecnologia que demandam assistência para ter acesso aos serviços.

Estes grupos representam uma parcela significativa de consumidores. Segundo reportagem da Folha de São Paulo, 27% dos pagamentos de contas, 14% das contratações de investimento e 5% das transações bancárias aconteceram através de canais físicos no ano de 2024. Ou seja, a demanda por esse atendimento específico ainda existe.

Outros fatores ocasionados pelo encerramento dos pontos físicos são a exclusão bancária de determinados grupos e as demissões em massa de funcionários. “Esse processo aprofunda a exclusão bancária, dificulta o acesso ao crédito e penaliza sobretudo idosos, pessoas de baixa renda e pequenos comerciantes, que dependem do atendimento presencial. […] O que se observa, portanto, é um modelo de negócios que prioriza a maximização dos lucros de curto prazo, à custa da precarização do trabalho, do fechamento de postos de emprego e do esvaziamento do atendimento bancário como serviço essencial.”, aponta Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo em artigo. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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