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TRAGÉDIA NA VENEZUELA|Brasileiros estão entre as vítimas dos terremotos que devastaram a Venezuela
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou nesta quinta-feira (25) a morte de dois brasileiros durante os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24). A tragédia, considerada uma das maiores registradas no país nas últimas décadas, já deixou centenas de mortos, milhares de feridos e um cenário de destruição em diversas cidades.
Em nota oficial, o Itamaraty informou, “com grande pesar”, o falecimento de uma brasileira e de um brasileiro em decorrência dos tremores. O órgão destacou que está prestando toda a assistência consular necessária às famílias das vítimas, incluindo apoio para os trâmites legais, e informou que, em respeito à privacidade dos familiares, não divulgará as identidades dos brasileiros.
De acordo com informações apuradas pelas autoridades que acompanham a situação, os dois brasileiros não possuíam vínculo familiar e morreram em desabamentos distintos. Uma das vítimas estava em Caracas, capital venezuelana, no momento do colapso de um edifício. A localização exata da segunda morte ainda está sendo confirmada pelas equipes de resgate e pelas autoridades locais.
Enquanto isso, o trabalho de busca por sobreviventes continua de forma ininterrupta nas áreas mais afetadas. Equipes de emergência utilizam máquinas pesadas, equipamentos especializados e cães farejadores para localizar pessoas presas sob os escombros. A expectativa é de que o número de vítimas aumente à medida que novas áreas sejam alcançadas pelos socorristas.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença e tiveram o epicentro na região de El Guayabo, cerca de 168 quilômetros de Caracas. A combinação entre a elevada magnitude e a baixa profundidade dos abalos intensificou os impactos, provocando o desabamento de edifícios, danos severos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia elétrica, água e serviços de comunicação.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, pelo menos 188 pessoas morreram e outras 1.520 ficaram feridas. Milhares de moradores também tiveram que deixar suas casas devido ao risco de novos desabamentos, sendo acolhidos em abrigos improvisados ou permanecendo em áreas abertas por medo das réplicas.
As regiões mais castigadas concentram-se no litoral norte do país, especialmente em cidades como La Guaira, onde bairros inteiros ficaram destruídos. Hospitais operam acima da capacidade, enquanto equipes de emergência enfrentam dificuldades para acessar algumas localidades devido aos danos em estradas e pontes.
Especialistas em sismologia alertam que as réplicas podem continuar ocorrendo nos próximos dias, aumentando os riscos para as equipes de resgate e para a população. Estimativas preliminares do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o número de mortos e desaparecidos ainda pode crescer significativamente conforme os trabalhos de busca avancem nas áreas mais devastadas.
Diante da gravidade da situação, diversos países da América Latina anunciaram o envio de ajuda humanitária e equipes especializadas em busca e salvamento. O Brasil também mobilizou uma missão composta por integrantes da Defesa Civil Nacional, bombeiros militares, técnicos da Anatel, cães farejadores e toneladas de equipamentos para reforçar as operações de resgate em território venezuelano. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano
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