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Brasil

Sepultura se despede do Rock in Rio sob chuva, peso e emoção dos fãs

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Os gritos dos fãs começaram a tomar conta da frente do Palco Mundo na tarde chuvosa deste sábado (5), pouco antes da última apresentação do Sepultura no Rock in Rio. Sob capas de chuva e em meio a um mar de camisetas pretas, o público se reuniu para se despedir de uma das bandas mais importantes da história do metal brasileiro.

Protagonista do festival desde sua segunda edição, em 1991, o Sepultura, fundado em Belo Horizonte em 1984, subiu ao palco às 16h40 para sua última apresentação no Rock in Rio e também no Rio de Janeiro. O grupo está em sua turnê de despedida, que tem encerramento previsto para 7 de novembro, em São Paulo.

O jovem baterista Greyson Nekrutman, de 24 anos, abriu o show com “Against”, seguida por “Choke”. A potência do som, aliada à estrutura dos enormes telões de LED do Palco Mundo, conduziu o público por uma apresentação intensa e marcada pelo peso característico do quarteto.

“Tudo bem? Todo mundo feliz?”, perguntou o vocalista Derrick Green, em português, idioma que aprendeu ao longo de quase três décadas à frente da banda.

A escolha do repertório, porém, surpreendeu parte dos fãs. Clássicos como “Territory” e “Roots, Bloody Roots” ficaram de fora. Ainda assim, o público respondeu com entusiasmo a músicas como “Sepulnation” e “Phantom Self”, que abriram espaço para rodas de mosh pit no meio da plateia.

O Sepultura também apresentou as quatro músicas de “The Cloud of Unknowing”, EP lançado neste ano e que deve marcar a despedida do grupo dos estúdios. A escolha do repertório foi explicada pelo guitarrista Andreas Kisser durante a apresentação.

“Estamos homenageando o Derrick, também conhecido como Fumaça”, brincou Andreas, ao explicar que a banda optou por tocar apenas músicas gravadas com o vocalista, que entrou no grupo a partir do álbum “Against”, de 1998.

Mesmo sem alguns dos maiores sucessos de sua história, o Sepultura mostrou no Rock in Rio a mesma garra e competência que ajudaram a transformar a banda em um dos maiores nomes do metal mundial. Aceito e celebrado pelo público ao longo de décadas, o grupo recebeu mais uma demonstração de carinho dos fãs em sua despedida do festival.

Conclusão

Entre chuva, rodas e muitos gritos, o Sepultura encerrou sua história no Rock in Rio deixando no Palco Mundo mais do que uma apresentação: deixou um legado. A despedida no Rio de Janeiro marcou o fim de uma era para os fãs cariocas e reforçou a dimensão de uma trajetória que levou o metal brasileiro muito além de suas fronteiras. Se o adeus já começou, a música e a história do Sepultura, certamente, ainda vão ecoar por muitas gerações. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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