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Brasil

Leilão do Galeão pode redefinir futuro do principal aeroporto internacional do Rio

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Concessão será disputada no fim de março, com lance mínimo de R$ 932 milhões e expectativa de novo ciclo de crescimento no terminal.

O futuro do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) volta ao centro das atenções com um novo leilão de concessão marcado para o dia 30 de março de 2026, na sede da B3, em São Paulo. O edital prevê um lance mínimo de R$ 932 milhões, valor que deverá ser pago à vista pela empresa vencedora.

As propostas devem ser entregues até o dia 24 de março. Além do valor inicial, o futuro concessionário terá que repassar cerca de 20% da receita bruta anual até 2039 e adquirir 49% da participação da Infraero na operação do aeroporto.

O leilão acontece em um momento de retomada do Galeão, que enfrentou anos de queda no movimento de passageiros após a concessão à iniciativa privada em 2013. A crise foi intensificada pela pandemia e pela concentração de voos domésticos no Aeroporto Santos Dumont.

Nos últimos anos, no entanto, o cenário começou a mudar. Com medidas do governo federal para limitar o número de voos no Santos Dumont, o Galeão voltou a ganhar protagonismo. O crescimento é expressivo: o terminal passou de 7,9 milhões de passageiros em 2023 para 14,5 milhões em 2024, chegando a cerca de 18 milhões em 2025.

Outro fator que reforça essa recuperação é o anúncio da Gol Linhas Aéreas de transformar o aeroporto em seu principal hub internacional, o que pode ampliar a oferta de voos e conexões nos próximos anos.

Inicialmente, o governo estimava até cinco concorrentes na disputa, mas empresas internacionais como a alemã Fraport e a argentina Corporación América Airports desistiram do processo. A concorrência deve ficar concentrada entre a atual operadora e grupos que já atuam no Brasil, como a espanhola Aena e a suíça Zurich Airport.

Analistas do setor avaliam que, ao longo da concessão, o valor total da operação pode ultrapassar R$ 1,5 bilhão, consolidando o leilão como um dos mais relevantes para o setor aeroportuário recente.

Mais do que a escolha de um novo operador, o processo é visto como peça-chave na reorganização do sistema aéreo do Rio — e pode definir o papel do Galeão como principal porta de entrada internacional da cidade nos próximos anos. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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