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Brasil

CRISE FINANCEIRA

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Os Correios registraram prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, aprofundando o cenário de dificuldades financeiras enfrentado pela estatal. O resultado quase dobrou em relação ao mesmo período do ano anterior, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão.

O balanço aponta queda na receita obtida com serviços postais e logísticos, ao mesmo tempo em que despesas administrativas e custos financeiros avançaram de forma expressiva nos primeiros meses do ano. Entre janeiro e março, a arrecadação recuou de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões na comparação anual.

Segundo a empresa, o desempenho foi impactado pela redução da demanda nos serviços postais tradicionais, aumento de custos operacionais, reajustes salariais, passivos judiciais e pela concorrência crescente em segmentos mais rentáveis do mercado logístico.

Os Correios também destacaram que a manutenção da rede de atendimento em todo o território nacional, exigida pela obrigação de prestação do serviço postal universal, representa um custo elevado para a operação da companhia.

Diante do quadro, a estatal mantém um plano de reestruturação iniciado no fim de 2025. As medidas incluem revisão de contratos, redução de despesas, venda de imóveis ociosos, modernização tecnológica, aperfeiçoamento da logística e busca por novas fontes de receita. A empresa também implementou um Programa de Desligamento Voluntário (PDV) para reduzir custos.

Outro indicador que reflete a situação financeira é o patrimônio líquido negativo, que passou de R$ 13,1 bilhões negativos no encerramento de 2025 para R$ 16,2 bilhões negativos ao final de março deste ano, ampliando o desequilíbrio nas contas da estatal. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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