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A obra de Andrea García, “Espessura, Proteção das Florestas”, um manifesto realista de Neuquén para o mundo, estará na Índia e na Colômbia

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Entre troncos de árvores centenárias e caminhos de luz suave filtrados pelos galhos, a artista realista profissional Andrea Beatriz García apresenta uma profunda reflexão sobre a preservação da natureza.
Sua obra, “Densidade, Proteção das Florestas”, óleo sobre tela, é uma das peças em destaque na exposição coletiva internacional “Consciência Ambiental e Paz”, um projeto que fortalece o diálogo cultural entre a Colômbia e a Índia por meio da arte socialmente engajada.
A exposição será inaugurada em 11 de março no Babasaheb Dr. BR Ambedkar Nagar, um centro cultural comunitário no estado de Haryana, Índia, sob a direção de Hariom Bawa, diretor do Centro de Arte Moderna de Jamalpur. Posteriormente, em 6 de abril, a obra seguirá para a Colômbia, para a Biblioteca da Universidade Cooperativa da Colômbia, campus de Neiva, graças à colaboração da associação internacional Arte Sem Fronteiras pela Paz (ASFP), liderada por César Rincón.
Nesse contexto de intercâmbio internacional, a visão artística de García assume um significado especial. A obra apresenta uma paisagem florestal com uma atmosfera envolvente: árvores robustas dominam a composição, enquanto um caminho sinuoso convida o espectador a mergulhar nas profundezas do ambiente.
A técnica de pintura a óleo com espátula permite uma rica textura, evidente na casca áspera, na densidade da folhagem e nos tons terrosos que compõem o solo.
De uma perspectiva crítica, “Densidade, Proteção das Florestas” não é simplesmente uma paisagem naturalista. O artista constrói um espaço simbólico onde a floresta se apresenta como refúgio e organismo vivo. A verticalidade dos troncos sugere força e permanência, enquanto a luz que filtra pelos galhos insinua esperança. Não há presença humana visível, mas o caminho aberto revela a inevitável relação entre a humanidade e a natureza: uma coexistência que pode ser harmoniosa ou destrutiva.
O uso de verdes profundos e ocres suaves cria uma atmosfera introspectiva, quase meditativa. Andrea García consegue transmitir o silêncio, mas não um silêncio vazio; antes, um silêncio carregado de memória e advertência. A floresta parece guardar segredos ancestrais, lembrando-nos que sua proteção é também a defesa da nossa própria sobrevivência. A composição atrai o olhar para o interior, propondo uma jornada física e espiritual.

Nascida e radicada em Neuquén, Argentina, Andrea Beatriz García iniciou sua formação artística em 2008, especializando-se em desenho e diversas técnicas de pintura sob a orientação de mestres do realismo e do hiper-realismo. Sua carreira inclui exposições nacionais e internacionais, consolidando uma linguagem visual que combina precisão técnica e sensibilidade social.
Além disso, seu trabalho como diretora, na Argentina, do projeto Arte Sem Fronteiras pela Paz reforça seu compromisso com a arte como ferramenta de transformação e coesão comunitária.
No âmbito de “Consciência Ambiental e Paz”, sua participação não só representa a Argentina, como também incorpora o espírito da exposição: gerar consciência ecológica por meio da contemplação estética. A aliança entre o Centro de Arte Moderna de Jamalpur e o Arte Sem Fronteiras pela Paz fortalece uma ponte cultural onde a arte se torna mediadora entre continentes.
Assim, na encruzilhada simbólica entre Colômbia e Índia, Andrea Beatriz García eleva a imagem da floresta ao status de emblema universal. “Floresta Densa, Proteção da Floresta” nos lembra que preservar a natureza não é uma opção ideológica, mas um imperativo ético. Na quietude de suas árvores, uma mensagem clara ressoa: a paz começa quando aprendemos a proteger aquilo que nos sustenta.

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