Mundo
Luciana Figueiredo na expo Breathing Stardust, em Paris
- Duda Tawil
A artista visual franco-brasileira Luciana Figueiredo faz vernissagem no próximo dia 30, em Paris, intitulada “Breathing Stardust”, na qual colabora em quatro fotografias. Sua técnica única com silicone e pigmentos estabelece um diálogo artístico, intuitivo e sensível com as imagens do renomado fotógrafo Sébastien Micke, criando obras em camadas que ultrapassam fronteiras entre fotografia e pintura.
O conceito em “Breathing Stardust” vai além do retrato. A exposição se torna um espaço onde os ícones exalam, onde luz, sombra e silêncio revelam verdades que palavras não podem expressar. Cada imagem funciona como um espelho, convidando o espectador não apenas a testemunhar a centelha do sujeito, mas também a refletir sobre a sua própria.
“Não se trata apenas de ver estrelas, trata-se de respirar com elas”, diz a artista, “onde os ícones respiram, nascem estrelas.”
O local da exposição é o Royal Monceau, na próxima terça, e o aguardado evento franco-brésilien deste outono parisiense acontecerá das 18h às 22h.
Luciana Figueiredo, natural de Salvador da Bahia, é pintora e artista visual, nutrida pela experiência na moda e no design. Começou sua carreira como modelo em São Paulo antes de se mudar para a Europa, onde rapidamente se destacou com sua presença singular no universo da moda.
Ao longo dos anos, colaborou de perto com grandes maisons como Balenciaga, Yves Saint-Laurent e Lanvin, entre outras, e com estilistas emblemáticos a exemplo de Alber Elbaz, Tom Ford, Stefano Pilati, Nicolas Ghesquière e Azzedine Alaïa. Visionários, esses criadores encontraram na jovem baiana uma fonte viva de inspiração: em sua beleza, sua silhueta, seu carisma e sua maneira instintiva de “habitar” a roupa.
Mas Luciana não era apenas uma musa: com seu olhar particular e visão própria, participava ativamente do processo criativo, oferecendo impressões sensíveis sobre os tecidos, cortes e sobre a forma como cada peça respirava e se movia com o corpo. Seu gosto apurado e sua capacidade de desenvolver ideias ao longo do tempo permitiam-lhe influenciar sutilmente os estilistas e fazer evoluir cada criação.
Essa intuição profunda sobre a roupa, Luciana carrega desde a infância, transmitida por sua mãe, costureira de ateliê no Brasil. Desde muito jovem, já desenhava os trajes que imaginava e que sua mãe confeccionaria para ela. Com retalhos de tecido e outros materiais reaproveitados, também criava obras costuradas, compostas de colagens, texturas e fragmentos, lançando assim os primeiros alicerces de uma vocação artística nutrida pelo gesto, pelo material e pelo olhar.
Essa relação íntima com a construção, os tecidos e as estruturas se aprofundou durante seus estudos de design de interiores na Itália. Lá explorou uma grande diversidade de materiais e abordagens criativas, refinando sua capacidade de dar forma ao invisível, experimentar novos materiais e cultivar um gosto estético inspirado pelo minimalismo do gênio Le Corbusier.
Entre uma experiência e outra, descobriu a fotografia graças à orientação de um fotógrafo, que a ajudou a se familiarizar com a câmera. De forma autônoma, e nutrida por toda sua vivência, incluindo a experiência como modelo, desenvolveu seu olhar artístico único e refinou sua sensibilidade, estabelecendo as bases para seus futuros projetos criativos.
Começou a criar e a se afirmar como uma verdadeira artista às margens do lago de Como, no norte da Itália, onde encontrou um cenário de paisagens deslumbrantes que descreve como seu habitat natural. Escorpiana, mergulha profundamente para buscar inspiração em suas conexões íntimas com o mundo sensível. Foi lá que realizou sua primeira série de obras, construída em torno do conceito de oxímoros, figuras de linguagem que combinam significados opostos numa mesma forma de se expressar.
Após uma pausa imersiva, ela hoje retorna com energia renovada e dois novos conceitos visuais, que apresentará em breve em mais outras exposições na capital francesa. A artista encarna uma sensibilidade contemporânea rara, nutrida por uma trajetória entre dois continentes e dois universos — a moda e a arte — que ela funde com graça, ousadia e profundidade. Para Luciana, a arte é um antídoto!
Foto: a artista e suas obras (Michel Dupré/divulgação)
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