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Turismo que transforma: livro premiado propõe novo olhar sobre desenvolvimento e comunidades na Bienal de Salvador

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Salvador vive dias de efervescência cultural com a realização da Bienal do Livro de Salvador, e, entre os destaques desta edição, está o lançamento da obra “Práticas Turísticas de Semeadura: Um novo mundo é possível”, do pesquisador Tássio S. Cardoso. Publicado pela Editora da UNEB, o livro já desponta como uma das produções acadêmicas mais relevantes no campo do turismo de base comunitária e educação transformadora.
Resultado de uma pesquisa doutoral desenvolvida ao longo de seis anos e reconhecida com premiação da CAPES, a obra apresenta um conceito inovador: o turismo como prática de “semeadura” — uma ação consciente que cultiva saberes, fortalece identidades e promove desenvolvimento sustentável com base no afeto e na coletividade.
Mestre e doutor em Educação pela Universidade do Estado da Bahia e pós-doutor em Difusão do Conhecimento pela Universidade Federal da Bahia, Tássio propõe uma ruptura com modelos tradicionais de exploração turística. Para ele, é preciso ressignificar o ato de viajar:
“O turismo de semeadura é aquele que planta vínculos, cultiva pertencimento e colhe transformação. Não se trata apenas de visitar lugares, mas de se permitir ser tocado por histórias, saberes e modos de vida que ampliam nossa consciência e humanidade.”
A obra tem sido amplamente elogiada pela crítica, que destaca sua densidade teórica aliada a uma escrita sensível e engajada com os desafios contemporâneos. Ao dialogar com experiências reais e práticas comunitárias, o livro aponta caminhos possíveis para um turismo mais ético, inclusivo e regenerativo.
Os visitantes da Bienal podem adquirir o livro no estande da EDUNEB, que reúne importantes publicações acadêmicas e literárias. O evento segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um espaço de encontro entre conhecimento, cultura e transformação social.
Em tempos de crise ambiental e busca por novos paradigmas de desenvolvimento, “Práticas Turísticas de Semeadura” surge como um convite: repensar o mundo e, sobretudo, agir para transformá-lo.

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