Polícia

Ex-funcionária de cartório é presa por desviar R$ 396 mil no Rio

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Uma ex-funcionária do Cartório do Ofício Único de Trajano de Moraes (RJ) foi presa preventivamente na última quinta-feira (5), suspeita de desviar mais de R$ 396 mil. O esquema criminoso era executado por meio de fraudes em escrituras e registros imobiliários.

A suspeita, Juliana de Souza Louza, foi denunciada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por cinco crimes: peculato, estelionato, falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de informações e supressão de documento.

Segundo a denúncia, Juliana aproveitava a função que exercia na unidade para redigir escrituras e registros falsos com aparência autêntica. Para não levantar suspeitas sobre a veracidade dos documentos entregues à população, a investigada utilizava selos oficiais de fiscalização.

As investigações revelaram que a ex-funcionária mantinha uma conta bancária paralela em nome do cartório para receber pagamentos dos clientes. Em seguida, ela repassava os valores para contas pessoais, somando R$ 115,3 mil em 59 transações.

A denúncia identificou ainda outras 186 transferências diretas das contas oficiais da serventia para a investigada, totalizando R$ 280,9 mil em desvios. Com base nos prejuízos apurados, o MPRJ solicitou à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 396,3 mil para reparação dos danos.

Ao decretar a prisão preventiva, o Poder Judiciário destacou o risco iminente de reincidência nas práticas ilícitas e a necessidade de interromper a escalada criminosa.

A decisão judicial apontou também que a investigada continuava recebendo transferências de usuários mesmo após ter sido demitida do cartório, em dezembro de 2024, mantendo a falsa afirmação de que ainda integrava o quadro de funcionários da unidade.

A apuração teve início após a Corregedoria-Geral da Justiça do TJRJ identificar irregularidades no cartório. Durante mandado de busca e apreensão cumprido em maio na casa de Juliana, os agentes apreenderam documentos cartorários, folhas do desaparecido Livro de Notas nº 77 e anotações com senhas de acesso a sistemas.

O mandado de prisão foi cumprido pela Promotoria de Justiça de Trajano de Moraes, com o apoio de agentes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e de policiais civis da 157ª DP. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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