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ECONOMIA SOLIDÁRIA!Rio recebe primeiro Festival Nacional de Economia Popular e Solidária com feira, debates e atrações culturais no Píer Mauá

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A cidade do Rio de Janeiro será palco, entre os dias 10 e 14 de junho, da primeira edição do Festival Nacional de Economia Popular e Solidária, evento que pretende reunir representantes de movimentos sociais, empreendimentos coletivos, gestores públicos, pesquisadores e organizações da sociedade civil em torno de debates sobre geração de renda, inclusão produtiva e desenvolvimento sustentável no Brasil.

O encontro acontecerá no Píer Mauá, na Zona Portuária da capital fluminense, com entrada gratuita e uma programação ampla voltada tanto para especialistas da área quanto para o público em geral. Ao todo, mais de 50 organizações nacionais e internacionais participarão da iniciativa, considerada uma das maiores mobilizações recentes ligadas à economia solidária no país.

O festival contará com oficinas, seminários, apresentações culturais, rodas de conversa, mesas temáticas e uma grande feira de empreendimentos solidários, reunindo cerca de 250 iniciativas populares vindas de diferentes estados brasileiros. Entre os produtos expostos estarão itens de artesanato, moda, gastronomia, agricultura familiar, economia criativa e projetos sustentáveis desenvolvidos de forma coletiva e comunitária.

A proposta do evento é fortalecer a articulação entre trabalhadores, cooperativas, associações, bancos comunitários, universidades e representantes do poder público envolvidos na construção de políticas voltadas à valorização do trabalho coletivo e da economia popular.

A iniciativa reúne diversos órgãos federais e instituições parceiras, incluindo a Secretaria Nacional de Economia Solidária, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, além do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério das Mulheres, Fundação Banco do Brasil e Sebrae.

Um dos destaques da programação será o seminário “Economia Popular e Solidária no Centro do Desenvolvimento do País”, que ocorrerá entre os dias 11 e 13 de junho, sempre das 9h às 12h. Os painéis discutirão temas considerados estratégicos para o setor, como o papel da economia solidária na reconstrução econômica do país, a participação do Estado na formulação de políticas públicas e a relação entre educação, trabalho e inclusão social.

Especialistas apontam que a economia solidária tem ganhado espaço como alternativa de geração de emprego e renda em meio às transformações do mercado de trabalho e ao crescimento da informalidade no Brasil. O modelo é baseado em princípios como autogestão, cooperação, comércio justo, sustentabilidade e divisão coletiva dos resultados financeiros.

Além das atividades acadêmicas e institucionais, o festival também aposta na cultura como ferramenta de integração social e valorização das identidades populares. A programação cultural incluirá shows musicais, apresentações de poesia, cordel, dança, intervenções de grafite e manifestações artísticas ligadas às periferias e aos movimentos culturais independentes.

Os organizadores esperam que o evento contribua para ampliar a visibilidade do setor e fortalecer redes de cooperação entre iniciativas populares de diferentes regiões do país. A expectativa é que o festival também estimule novos debates sobre modelos econômicos mais sustentáveis e inclusivos.

No encerramento, será apresentada a “Carta do Rio para a Economia Solidária do País”, documento construído coletivamente durante o encontro com propostas e diretrizes voltadas ao fortalecimento da economia popular e solidária no Brasil nos próximos anos. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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