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Vitrais da Candelária vão passar por restauração milionária para preservar patrimônio histórico do Rio

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Projeto de R$ 1,6 milhão prevê recuperação completa das peças e instalação de sistemas de proteção ao longo de 12 meses.

Um dos maiores símbolos arquitetônicos do Rio de Janeiro passará por um importante processo de preservação. Os vitrais da Igreja da Candelária, no Centro da cidade, serão restaurados em um projeto com duração prevista de 12 meses e investimento de R$ 1,6 milhão.

Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938, a igreja abriga um dos conjuntos de vitrais mais relevantes do país — agora alvo de uma intervenção completa para recuperação e conservação.

A obra inclui uma série de etapas técnicas, como limpeza especializada, recuperação de pinturas danificadas, tratamento de trincas, reposição de partes deterioradas e restauração da estrutura de chumbo que sustenta os vitrais.

Além da recuperação estética e estrutural, o projeto também prevê a instalação de sistemas de proteção, como vidraças com ventilação isotérmica e telas metálicas, com o objetivo de reduzir impactos de vandalismo e das condições externas.

Ao longo dos anos, os vitrais sofreram desgaste causado pela ação do tempo, poluição, tráfego intenso na região central e episódios de depredação. Sem manutenção contínua, o conjunto passou a apresentar sinais de deterioração e riscos estruturais.

A restauração será realizada por meio de uma parceria entre o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade, a Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária e o Consulado Geral da Alemanha. Os recursos vêm da Fundação Gerda Henkel, por meio de um programa internacional voltado à preservação de bens culturais.

A história da Igreja da Candelária remonta a 1775, com inauguração em 1898. Já os vitrais, projetados pelo artista João Zeferino da Costa, foram produzidos em Munique, na Alemanha, e instalados em 1899.

Mais do que elementos decorativos, os vitrais representam parte fundamental da memória e da identidade cultural do Rio — e a restauração busca garantir que esse patrimônio atravesse o tempo preservado para as próximas gerações. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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