Polícia
Vereador Jorge Canella é preso pela PF em operação que investiga origem de fuzil
O vereador e coronel da Polícia Militar Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, conhecido como Jorge Canella (União Brasil), foi preso em flagrante por agentes da Polícia Federal nesta terça-feira (22). A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e em imóveis localizados na Barra da Tijuca, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a corporação, foram encontrados dois fuzis e uma submetralhadora de uso restrito em desacordo com a legislação no endereço do parlamentar.
A ação é um desdobramento das investigações para apurar a origem de um fuzil calibre .556 apreendido em julho no porta-malas do carro de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e candidato a deputado estadual pelo mesmo partido. Na ocasião, o armamento foi localizado durante a Operação Unha e Carne, que apura um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 7,6 bilhões envolvendo uma rede de postos de combustíveis. Márcio Canella ficou quatro dias preso, alegou que o fuzil pertencia a um sargento de sua escolta e teve as medidas cautelares revogadas após o STF constatar a ausência de provas diretas de sua ligação com as fraudes financeiras naquele momento.
O episódio da apreensão do fuzil com o ex-prefeito levou o governo do estado do Rio de Janeiro a determinar o recadastramento geral de armas de uso restrito cedidas a outros órgãos do poder público. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do vereador Jorge Canella até a publicação, permanecendo o espaço aberto para eventuais manifestações.
Conclusão
A prisão do vereador Jorge Canella aprofunda os desdobramentos da Operação Unha e Carne ao voltar o foco das investigações para o fluxo e a posse legal de armamentos de grosso calibre no meio político e militar do estado. Ao avançar sobre a origem do fuzil apreendido com Márcio Canella, a Polícia Federal e o STF sinalizam o rigor na apuração sobre o uso indevido de armas de uso restrito, mantendo o cerco a conexões entre agentes públicos e potenciais irregularidades operacionais. Por podcast edinhotaon/Edno Mariano