Mundo
TERREMOTOS NA VENEZUELA
O número de mortos em decorrência dos terremotos que devastaram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 920, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (26) pela presidente interina Delcy Rodríguez.
As autoridades também informaram que mais de 4.300 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares continuam desaparecidas nas regiões mais atingidas pelos tremores.
O aumento expressivo do número de vítimas ocorre à medida que as equipes de resgate avançam na remoção dos escombros deixados pelos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5. Com o acesso gradual às áreas mais afetadas, os socorristas continuam localizando vítimas, o que levou a sucessivas revisões do balanço oficial desde o início da tragédia.
As atualizações divulgadas pelo governo têm ocorrido de forma irregular e por diferentes autoridades. Logo após os abalos sísmicos, foi informado que 32 pessoas haviam morrido. Na manhã seguinte, o número passou para 164. Ainda na quinta-feira (25), o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciou 188 mortes, posteriormente revisadas para 235. O balanço mais recente elevou o total para 920 vítimas fatais.
O ministro da Saúde, Carlos Alvarado, informou que o número de feridos ultrapassa 4.300 pessoas. Hospitais das regiões afetadas seguem funcionando em regime de emergência e enfrentam alta demanda por atendimentos, enquanto unidades de campanha foram montadas para reforçar a assistência médica aos sobreviventes.
Milhares de pessoas permanecem desalojadas após o desabamento de residências, prédios comerciais e equipamentos públicos. Em diversas cidades, o fornecimento de energia elétrica, água potável, telecomunicações e transporte continua comprometido, dificultando tanto o trabalho das equipes de resgate quanto o acesso da população aos serviços essenciais.
Bombeiros, militares, equipes de defesa civil e voluntários seguem mobilizados nas operações de busca por desaparecidos. Máquinas pesadas trabalham na remoção de estruturas colapsadas, enquanto especialistas alertam que o risco de encontrar sobreviventes diminui com o passar das horas, embora as buscas continuem de forma ininterrupta.
A sequência de tremores registrada nos últimos dias mantém a população em estado de alerta. Especialistas monitoram a atividade sísmica na região devido à possibilidade de novas réplicas, que podem comprometer edificações já danificadas e dificultar ainda mais os trabalhos de resgate.
Considerada uma das maiores tragédias naturais da história recente da Venezuela, a catástrofe mobiliza autoridades nacionais e organizações humanitárias, que intensificam a distribuição de alimentos, água, medicamentos e abrigos temporários para as famílias afetadas. A expectativa é de que o número de vítimas ainda sofra alterações nos próximos dias, à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de emergência. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano