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SELEÇÃO BRASILEIRA|A despedida de Neymar da Seleção Brasileira encerra oficialmente um dos capítulos mais marcantes da história recente do futebol nacional

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Após a vitória do Santos sobre a Universidad Central, da Venezuela, pela Copa Sul-Americana, o camisa 10 confirmou que não voltará a defender a Amarelinha. A declaração foi dada na zona mista da Vila Belmiro e colocou fim a uma trajetória de mais de uma década marcada por protagonismo, recordes, títulos, momentos históricos e também pela frustração de não conquistar a tão sonhada Copa do Mundo.

O anúncio acontece poucos dias depois da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Embora já tivesse deixado no ar, logo após a derrota, que aquele poderia ter sido seu último jogo pela seleção, Neymar decidiu oficializar a aposentadoria internacional apenas agora, encerrando qualquer expectativa sobre um eventual retorno.

Ao conversar com os jornalistas, o atacante foi categórico ao explicar que considera encerrado seu ciclo com a equipe nacional.

“Meu momento na seleção brasileira já foi. Fiz história, fui muito feliz, dei meu sangue, minha vida, sempre briguei e lutei pela Amarelinha, mas eu acho que não quero mais, não”, afirmou.

A declaração representa o fim da passagem de um dos jogadores mais influentes da geração que sucedeu o pentacampeonato mundial de 2002. Desde sua estreia, ainda muito jovem, Neymar assumiu rapidamente o papel de principal referência técnica da seleção, tornando-se o centro do projeto esportivo brasileiro durante mais de dez anos.

Nesse período, disputou quatro Copas do Mundo, participou de diversas edições da Copa América e de Eliminatórias, conquistoun a inédita medalha de ouro olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, e se consolidou como o maior artilheiro da história da Seleção Brasileira em jogos oficiais. Sua trajetória também foi marcada por atuações decisivas, dribles, assistências e momentos de brilho que o colocaram entre os principais nomes do futebol mundial de sua geração.

Apesar do enorme talento e dos números expressivos, Neymar conviveu durante toda a carreira com a pressão de conquistar o hexacampeonato mundial para o Brasil. Em todas as Copas que disputou, o sonho terminou de forma dolorosa. Em 2014, sofreu uma grave lesão nas quartas de final e ficou fora da histórica derrota para a Alemanha. Em 2018, a seleção caiu para a Bélgica nas quartas. Em 2022, foi eliminada pela Croácia nos pênaltis após empate nas quartas de final. Já em 2026, a despedida veio com a derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

Naquela partida, Neymar marcou, de pênalti, o único gol brasileiro nos acréscimos do segundo tempo. Do outro lado, Erling Haaland brilhou ao balançar as redes duas vezes e garantir a classificação da equipe europeia. O gol do camisa 10 acabou entrando para a história como o último de sua carreira com a camisa da seleção.

O confronto também foi marcado por momentos de tensão. Durante os minutos finais, Neymar discutiu com o goleiro norueguês Orjan Nyland, em um lance que repercutiu entre torcedores e comentaristas esportivos. Após o apito final, o atacante deixou o gramado bastante emocionado, chorando enquanto cumprimentava companheiros e adversários, numa imagem que simbolizou o encerramento de uma era para o futebol brasileiro.

Ao longo de sua passagem pela seleção, Neymar foi alvo tanto de elogios quanto de críticas. Admirado por sua qualidade técnica e capacidade de decidir jogos importantes, também enfrentou cobranças pelo comportamento dentro e fora de campo e pela ausência do título mundial, considerado o maior objetivo da equipe nacional. Ainda assim, sua contribuição para a história da Amarelinha é incontestável, tanto pelos números quanto pela influência exercida sobre uma geração inteira de atletas e torcedores.

Com sua aposentadoria da Seleção Brasileira, encerra-se um ciclo que começou ainda na juventude e atravessou diferentes gerações, técnicos e competições. O futebol brasileiro inicia agora uma nova fase, buscando formar uma equipe capaz de assumir o protagonismo deixado pelo camisa 10. Enquanto isso, Neymar seguirá sua carreira em clubes, mas sua história com a Amarelinha passa definitivamente a fazer parte da memória do esporte nacional, marcada por recordes, talento, emoção e pelo sonho que, apesar de nunca ter sido concretizado, mobilizou milhões de brasileiros ao longo de mais de uma década. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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