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Rio integra patinetes ao sistema Jaé e define novas regras de circulação na cidade

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O prefeito Eduardo Paes anunciou um pacote de medidas que conecta os patinetes elétricos à bilhetagem municipal e estabelece normas rígidas de segurança e estacionamento.

A mobilidade urbana no Rio de Janeiro ganha um novo contorno com a integração tecnológica e a organização do espaço público. A principal novidade anunciada pela prefeitura é que o serviço de patinetes elétricos passará a aceitar o saldo do sistema Jaé, o mesmo utilizado no transporte público municipal. A medida visa transformar o equipamento em um complemento real ao trajeto dos cariocas, facilitando o pagamento e a conexão entre diferentes modais.

As novas regras, publicadas em decreto, também mexem na logística de quem utiliza o serviço no dia a dia. O modelo de estacionamento livre nas calçadas foi extinto. Agora, os equipamentos devem ser obrigatoriamente deixados em estações físicas ou pontos virtuais indicados por GPS. Caso um patinete seja abandonado fora desses locais, as empresas operadoras terão o prazo de apenas uma hora para realizar o recolhimento após serem notificadas.

Regras de circulação e padrões de segurança
Para garantir a convivência harmônica entre pedestres e condutores, a prefeitura estabeleceu limites claros de velocidade e circulação:

  • Onde circular: Os patinetes continuam liberados em ciclovias e vias com velocidade máxima de até 40 km/h.
  • Proibições: O uso permanece proibido nas calçadas, exceto em áreas devidamente sinalizadas como compartilhadas.
  • Velocidade: O limite será de 20 km/h em ciclovias e de apenas 6 km/h em parques.
  • Equipamentos obrigatórios: Todos os patinetes devem possuir campainha, iluminação noturna e indicador de velocidade.

Para conduzir os equipamentos, o usuário deve ter 18 anos ou mais e realizar um treinamento oferecido pela operadora. Além disso, é terminantemente proibido o transporte de passageiros, animais ou cargas, bem como o uso de celular ou fones de ouvido durante o trajeto.

Investimento em infraestrutura e fiscalização
O novo modelo de operação também gera receita direta para a melhoria da cidade. As operadoras deverão pagar taxas pelo uso do espaço público e pelo volume de viagens realizadas. Do total arrecadado, 20% será destinado ao Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável, verba que será aplicada exclusivamente em investimentos em ciclovias e melhorias na sinalização.

A operação completa e o início do credenciamento das empresas interessadas ficarão sob a responsabilidade da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos. Com essas mudanças, o Rio busca não apenas modernizar o transporte, mas criar um financiamento sólido para a infraestrutura de mobilidade sustentável e reduzir conflitos no espaço urbano. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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