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Projeto leva literatura de mulheres da Baixada Fluminense a estudantes em Nova Iguaçu

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A literatura produzida por mulheres da Baixada Fluminense ganha destaque entre estudantes com o plano formativo “Escritas Subversivas: Patrimônio Imaterial Baixadense”. A iniciativa é voltada para alunos do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de Nova Iguaçu. Serão quatro encontros nos dias 27 de outubro e 3, 10 e 17 de novembro para debater literatura, memória, identidade e patrimônio cultural.

Os encontros ocorrem no Colégio Estadual Antônio de Pádua, sob a coordenação da curadora Liz Córdova e com mediação de Carol Nunes. A proposta busca apresentar escritoras locais para a juventude da região, incentivando reflexões sobre as narrativas que constroem a história dos territórios e sobre as memórias comunitárias que necessitam de visibilidade.

“Nosso objetivo é estimular a produção artística entre a juventude periférica e despertar o interesse pela literatura, sobretudo pelas produções literárias de mulheres da Baixada Fluminense”, afirma Liz Córdova, idealizadora da ação.

Além de fortalecer a compreensão sobre o patrimônio cultural local, o projeto quer valorizar saberes, práticas, personagens e locais de memória do cotidiano das periferias. O objetivo é ir além dos monumentos e espaços já reconhecidos oficialmente pelo poder público.

A literatura é apresentada como uma ferramenta transformadora para registrar vivências, preservar histórias e ampliar o reconhecimento das referências culturais da região. As atividades evitam focar apenas em narrativas já consagradas pelo público geral.

Durante os encontros, as escritoras Selminha Ray, Hanny Saraiva, Lu Ain Zaila e Cátia Regina conduzirão dinâmicas sobre o patrimônio imaterial da região, a circulação de livros entre os jovens e o resgate de memórias populares. A programação inclui leituras, cartografias, jogos literários e exercícios de criação coletiva. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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