Meio Ambiente
PROJETO AMBIENTAL COM RESSOCIALIZAÇÃO DE DETENTOS JÁ PLANTOU MAIS DE 4,5 MILHÕES DE MUDAS
“Replantando Vida” atua há mais de 25 anos no Rio de Janeiro
Um programa socioambiental da Cedae conta com a mão de obra de pessoas em cumprimento de pena no plantio de mudas em viveiros florestais. Atuando há quase 25 anos no Rio de Janeiro, o “Replantando Vida” tem como objetivo unir sustentabilidade e ressocialização com a mão de obra prisional sendo parte fundamental do projeto.
Já são mais de 4,5 milhões de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica plantadas no estado do Rio, um número que equivale a uma área reflorestada de cerca de 2 mil campos de futebol. A ação conta com viveiros florestais que têm capacidade de produzir até 2 milhões de mudas por ano, incluindo 40 espécies ameaçadas de extinção.
Os detentos têm direito à remição de um dia de pena a cada três dias trabalhados e atuam em todas as etapas da cadeia produtiva da restauração florestal, incluindo a coleta de sementes, produção de mudas florestais, plantio, manutenção, monitoramento dos reflorestamentos para proteção e recuperação de mananciais.
No Centro de Ressocialização Chagas Freitas de Nova Iguaçu, os detentos são recebidos, orientados e capacitados para realizar as diversas funções. As atividades dos apenados vão desde jardinagem, tratamento de água, confecção de uniformes, atendimento no call center até serviços gerais, administrativos e operacionais. O polo conta com uma equipe técnica que coordena seleções em presídios, entrevistas, ambientação e treinamento para atuação nos variados setores.
Ao longo de sua existência, mais de 6 mil presos já passaram pelo “Replantando Vida”. Atualmente, 600 apenados trabalham na iniciativa. Após a seleção inicial, a Vara de Execuções Penais e o Ministério Público precisam autorizar os prisioneiros aptos para o programa. Segundo a Cedae, dois novos viveiros estão em construção atualmente: um na Penitenciária Luiz Fernandes Bandeira Duarte, em Resende, e outro no Presídio Diomedes Vinhosa Muniz, em Itaperuna. Ambos devem beneficiar a Bacia do Rio Paraíba do Sul. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano