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Operação Contenção completa um ano com 28 policiais militares denunciados pelo MPRJ

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A Operação Contenção, ação mais letal da história do Rio de Janeiro, completa um ano. Neste período, o Ministério Público estadual (MPRJ) acumulou cerca de 12 denúncias formais contra 28 policiais militares por crimes como furto, violação de domicílio, peculato e recusa de obediência. A apuração da conduta dos militares e o esclarecimento das 122 mortes registradas nos complexos do Alemão e da Penha enfrentam um grande desafio: falhas recorrentes, baterias descarregadas e o desligamento indevido das câmeras corporais utilizadas durante a ação.

Na última terça-feira (27), o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) recebeu representantes da Human Rights Watch (HRW). No encontro, a organização de direitos humanos reconheceu os esforços do Ministério Público na apuração das circunstâncias da intervenção policial.

“Acreditamos que o MPRJ está fazendo um grande esforço para dar respostas aos familiares de todas as pessoas mortas na operação”, afirmou o diretor do escritório da HRW no Brasil, César Muñoz. Na ocasião, a entidade exibiu um relatório próprio com conclusões sobre a intervenção policial, que será incorporado às análises do grupo especializado.

Segundo o promotor de Justiça Fabio Corrêa, coordenador do Gaesp, as acusações contra os policiais englobam furto, peculato, roubo, violação de domicílio, constrangimento ilegal de moradores e recusa de obediência. Além disso, continua em andamento o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) referente às 122 mortes, incluindo as de agentes de segurança pública.

O promotor destacou que a apuração é conduzida de forma independente, em cumprimento às determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 635. No entanto, os investigadores enfrentam complexidades técnicas e operacionais no processo.

“Parte dos agentes de segurança envolvidos na ação não portava câmeras operacionais portáteis e o acesso imediato ao terreno não foi possível por questões de segurança”, explicou Corrêa. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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