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Nova ‘aposta’ do jazz nacional, saiba quem é a mineira e contrabaixista que já tocou com Alceu Valença e Toninho Horta

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Contrabaixista, compositora e uma das musicistas mais premiadas de Minas Gerais, Camila Rocha é apontada como novo fenômeno da ‘cena jazz’ contemporânea.

Você sabe o que é o ‘jazz brasileiro’? A dualidade entre o gênero afrodiaspórico com a música brasileira, que já conquistou jazzistas como Brian Blade, encontra um novo espaço para improvisação e criação. Essa liberdade é sentida pelas new faces do jazz, a exemplo da mineira Camila Rocha, contrabaixista de apenas 30 anos, confirmada na próxima edição do Festival Salvador Jazz, no dia 30 de maio.

“O jazz, mais que gênero musical, se tornou um conceito, uma palavra que usamos para nos referir a toda música criativa e que tenha espaço para improvisação e liberdade de criação”, comenta Camila Rocha.

A mistura do sax, do piano e do contrabaixo boêmio soma agora à estética brasileira do samba e da bossa nova, dando ao jazz um novo ritmo que dialoga com o público jovem. “O Brasil sempre foi um país com uma música imensamente rica e diversa e que é, por natureza, extremamente criativa”, afirma.

Vencedora do ‘Prêmio BDMG Instrumental’ e compositora de uma das trilhas do longa documental ‘As Linhas da Minha Mão’ (2023), Camila acredita que há uma descentralização iminente do jazz brasileiro. “A diversidade brasileira está ocupando e se expandindo cada vez mais dentro do que chamamos de jazz brasileiro, de uma forma menos centralizada e com abertura às infinitas possibilidades de identidade que existem aqui”, explica.

Camila Rocha, que integra a programação do Festival Salvador Jazz – maior programação de jazz e ritmos afrodiaspóricos em maio no Brasil, afirma que a cena da música instrumental mineira foi a sua maior influência artística. Somando referências a Rafael Martini, Antônio Loureiro, e expoentes como Juarez Moreira, Toninho Horta, Túlio Mourão, a contrabaixista é apontada como novo fenômeno da cena do jazz contemporâneo.

“Viver essa cena instrumental tão de perto, na minha cidade, foi o que mais me inspirou na minha trajetória como instrumentista e, mais tarde, como compositora também. Eu tive o privilégio de viver a minha formação em música na mesma época em que importantes festivais de música instrumental”, conta.

Ao final do mês, a compositora se junta ao line-up oficial do Festival Salvador Jazz. Nesta edição, o maior evento de jazz, blues, R&B e ritmos afrodiaspóricos da temporada traz nomes como Sandra Sá, Amaro Freitas, A Cor do Som, Aguidavi do Jêje, Skanibais e Grupo Garagem, entre os dias 27 e 31 de maio. Podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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