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Niterói será pioneira na venda de spray de defesa pessoal para mulheres em farmácias

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Niterói será a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro a disponibilizar a venda de spray de defesa pessoal para mulheres em farmácias. A novidade deve começar a chegar às prateleiras já no próximo mês, após a regulamentação da comercialização no estado.

O produto surge como uma alternativa de proteção em situações de risco, ampliando o acesso a ferramentas de segurança pessoal de forma legal e controlada. A iniciativa acompanha uma demanda crescente por medidas que reforcem a proteção feminina no dia a dia, especialmente em ambientes urbanos.

Como vai funcionar a venda

De acordo com as regras estabelecidas, mulheres com mais de 18 anos poderão adquirir o spray normalmente. Já jovens a partir de 16 anos terão acesso permitido, desde que apresentem autorização dos responsáveis. Além disso, haverá um limite de compra de até dois frascos por mês por pessoa, como forma de controle.

O produto será comercializado em versão espuma, contendo uma substância derivada da pimenta. Ao ser acionado, o spray provoca irritação intensa nos olhos e dificuldade momentânea de visão, causando incapacitação temporária do agressor. A ideia é permitir que a vítima tenha tempo para se afastar da situação de perigo e buscar ajuda.

Preço e acesso

A expectativa é que o spray chegue ao consumidor com valores entre R$ 100 e R$ 120, podendo variar de acordo com o estabelecimento. A venda em farmácias também é vista como uma forma de ampliar o acesso com maior controle e orientação, já que esses pontos possuem regulamentação sanitária e presença de profissionais qualificados.

Segurança e debate público

A medida coloca Niterói na dianteira de uma discussão mais ampla sobre segurança preventiva e autonomia feminina. Especialistas apontam que, embora o uso do spray possa ser um recurso importante em situações emergenciais, ele deve ser acompanhado de informação e uso responsável.

Ao mesmo tempo, a iniciativa reacende o debate sobre políticas públicas de segurança e a necessidade de ações estruturais para combater a violência, especialmente contra mulheres. Ainda assim, o acesso a ferramentas de defesa pessoal é visto como um reforço imediato à proteção individual. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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