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MERCADO DE TRABALHO|Desemprego fica em 5,6% e Brasil registra menor taxa para o período desde o início da série histórica do IBGE
A taxa de desemprego no Brasil permaneceu praticamente estável no trimestre encerrado em maio de 2026, mas alcançou o menor nível já registrado para esse período desde o início da atual série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Os números, divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçam o cenário de fortalecimento do mercado de trabalho, marcado pela geração de empregos e pela redução do número de pessoas em busca de uma ocupação.
De acordo com o levantamento, a taxa de desocupação ficou em 5,6%, ligeiramente abaixo dos 5,8% registrados no trimestre encerrado em fevereiro. Embora a diferença não seja considerada estatisticamente significativa pelo IBGE, o resultado representa um marco histórico para os meses de março, abril e maio, tradicionalmente influenciados por fatores sazonais que costumam limitar uma queda mais acentuada do desemprego.
Ao todo, cerca de 6,1 milhões de brasileiros estavam procurando trabalho no período. Apesar de ainda representar um contingente expressivo, o número é significativamente inferior ao observado nos anos mais críticos da pandemia e confirma uma trajetória de recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos.
Segundo o analista da pesquisa do IBGE, William Kratochwill, a estabilidade observada entre um trimestre e outro faz parte do comportamento esperado para esta época do ano, quando diversos setores econômicos começam a planejar as contratações voltadas para o segundo semestre.
“A estabilidade na variação é sazonal, pois é o período em que os setores começam a olhar para o segundo semestre, mas atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, explicou o pesquisador.
Outro dado considerado positivo foi a redução do chamado desalento, indicador que mede o número de pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga. Esse contingente caiu para 2,4 milhões de brasileiros, uma redução de 10,2% em relação ao trimestre anterior, o equivalente a 277 mil pessoas que voltaram a acreditar na possibilidade de ingressar no mercado de trabalho ou deixaram essa condição.
Para especialistas, a diminuição do desalento é um sinal importante porque demonstra aumento da confiança dos trabalhadores na capacidade da economia de gerar novas oportunidades. Esse indicador costuma refletir diretamente as expectativas da população sobre o mercado de trabalho e a atividade econômica.
Os resultados da Pnad Contínua também mostram que o mercado de trabalho segue sustentado pela expansão do emprego formal, pela recuperação de diversos setores da economia e pelo crescimento gradual da renda dos trabalhadores. Apesar do cenário favorável, economistas destacam que desafios como a informalidade, a baixa produtividade e as desigualdades regionais ainda exigem atenção para que a melhora observada seja mantida nos próximos trimestres.
Com a taxa de desemprego no menor nível da série para o período e a redução do número de trabalhadores desalentados, o IBGE avalia que o mercado de trabalho brasileiro mantém uma trajetória consistente de recuperação, reforçando um ambiente de maior dinamismo econômico e de ampliação das oportunidades de emprego no país. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano