Educação

MEC barra vagas de Medicina no RJ e reduz oferta em seis instituições após avaliação

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Medida atinge cursos com baixo desempenho e impõe restrições como corte de vagas e suspensão de acesso ao Fies.

O Ministério da Educação (MEC) aplicou sanções a cursos de Medicina em todo o país após resultados insatisfatórios no Enamed, exame que avalia a formação dos estudantes. No Rio de Janeiro, a decisão afeta diretamente sete instituições, com proibição de novas vagas e redução no número de alunos.

O caso mais rigoroso envolve a Universidade Estácio de Sá, em Angra dos Reis, que foi impedida de abrir novas turmas no curso de Medicina.

Outras seis instituições no estado terão redução de 25% nas vagas:

  • Universidade Iguaçu — unidades em Nova Iguaçu e Itaperuna
  • Unigranrio — Duque de Caxias
  • Centro Universitário Serra dos Órgãos — Teresópolis
  • Afya — Itaperuna
  • Centro Universitário Famesc — Bom Jesus do Itabapoana

As punições variam conforme o desempenho das instituições no exame. Cursos com os piores resultados foram impedidos de abrir novas vagas, enquanto outros sofreram redução parcial.

Além disso, todas as instituições afetadas passam a enfrentar restrições adicionais: não poderão firmar novos contratos com o Fies nem ampliar o número de vagas existentes.

A medida também atinge faculdades em outros estados, como São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Amazonas e Rondônia, reduzindo a oferta nacional de vagas em Medicina.

Segundo o MEC, o objetivo é garantir a qualidade da formação médica no país, elevando o nível dos cursos e evitando a formação de profissionais sem a qualificação adequada.

A decisão, no entanto, gerou reação do setor. A Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior criticou os critérios adotados e alertou para possíveis impactos na formação de novos médicos e no funcionamento das instituições.

Com a redução de vagas e novas limitações, o cenário do ensino médico no estado deve passar por mudanças nos próximos anos, afetando tanto universidades quanto futuros estudantes. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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