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Maria Bonita Festival. Confira!

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O Maria Bonita Festival é um encontro anual dedicado à celebração, valorização e reflexão em torno da presença, da força e da criação das mulheres na cultura popular brasileira, do mundo e na vida. Através de aulas, bailes, momentos de partilha artística e encontros comunitários, o festival promove a dança, a música e o pensamento crítico como ferramentas de expressão, empoderamento e encontro intercultural.

Na sua 10.ª edição, realizada em 2026, o festival destacou-se não apenas pela qualidade das suas atividades pedagógicas e artísticas que contaram com aulas e bailes amplamente participados mas também por um momento histórico de intervenção cultural e cívica.

Este ano, o Espaço Baião passou a integrar a Plataforma Feminista, tendo estado, pela primeira vez, envolvido na organização da Marcha do Dia Internacional da Mulher (8M). A manifestação reuniu mais de 60 associações e instituições e contou com a presença de milhares de pessoas nas ruas, afirmando-se como um forte momento de mobilização social.

A participação do Espaço Baião fez-se sentir de forma particularmente expressiva através do Bloco Qui Nem Jiló, com a lider vocal a artista Xyss Bastos, que acompanhou toda a marcha fazendo ecoar palavras de ordem e contribuindo para a energia coletiva da manifestação. A presença musical e rítmica contou ainda com a participação de diversos blocos percussivos, entre os quais Baque Mulher, Baque do Tejo, Colombina Clandestina e Ritmos e Resistências, reforçando o caráter plural, artístico e combativo da mobilização.

O momento de encerramento da manifestação ficou marcado por uma performance coreográfica ao som da música “Empoderadas”, de Bernadette França, interpretada em português do Brasil. A coreografia, criada e ensaiada por Gisa Sabino, uma mulher brasileira, negra e imigrante, trouxe para o espaço público um gesto artístico carregado de simbolismo, reivindicação e afirmação coletiva.

A 10.ª edição do Maria Bonita Festival afirma, assim, o seu compromisso com a arte, a comunidade, o feminismo e a transformação social, consolidando-se como um espaço onde cultura e cidadania caminham lado a lado.

Créditos @camilamedici

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