Brasil
IPCA de agosto registra deflação de 0,32% puxado por queda na habitação e nos alimentos
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, recuou 0,32% em agosto na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi influenciado negativamente por quatro dos nove grupos pesquisados, com destaque para as quedas em habitação, que recuou 1,87%, e transportes, com retração de 0,86%. O setor de alimentação e bebidas também registrou recuo de 0,34%, aliviando o orçamento das famílias, acompanhado pelo grupo de comunicação, que caiu 0,09%.
A desaceleração nos preços dos alimentos foi impulsionada pelo consumo no domicílio, que ficou 0,61% mais barato no período. Hortaliças e tubérculos lideraram as baixas, destacando-se a batata-inglesa com queda de 19,89%, o pepino com 12,39%, a cenoura com 11,22%, a cebola com 11,07% e o tomate com 10,94%. Outros itens essenciais na mesa do brasileiro, como o ovo de galinha (-4,15%) e o café moído (-1,86%), também ficaram mais acessíveis. Na via oposta, o limão registrou a maior alta do mês, disparando 53,4%, seguido pelo maracujá (19,22%), pimentão (6,24%) e pelo leite longa vida (1,78%). Já a alimentação fora de casa continuou em trajetória de subida, porém em ritmo mais brando, passando de um avanço de 0,55% em julho para 0,36% em agosto.
Conclusão
O recuo expressivo do IPCA em agosto traz um alívio temporário para o bolso do consumidor, sustentado principalmente pela trégua nos custos de habitação e pela safra favorável de itens básicos da cesta básica. Essa desaceleração pontual nos preços de alimentos de amplo consumo ajuda a conter a pressão sobre a renda das famílias de menor poder aquisitivo. No entanto, o comportamento de itens específicos que mantêm tendência de alta indica que o cenário inflacionário ainda exige acompanhamento atento nos próximos meses. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano