Saúde

INCA INICIA ESTUDOS DE PROGRAMA DE RASTREAMENTO DE CÂNCER DE PULMÃO

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Projeto busca meios de detecção precoce da doença

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) anunciou na última quarta-feira, 01, o começo dos estudos para avaliar a possibilidade de um programa de rastreamento de câncer de pulmão através do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é criar uma diretriz nacional de detecção precoce da doença.

O estudo conta com financiamento da farmacêutica AstraZeneca e é realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde do Rio. O médico responsável por liderar os trabalhos é Arn Migowski, epidemiologista do INCA. O rastreamento será conduzido com tomografia computadorizada de baixa dose (TCBD), método que pode reduzir a mortalidade em até 20%. Unido à cessação do tabagismo, o índice pode alcançar 38%. Com participação mínima de 397 pacientes, a duração prevista é de dois anos com possibilidade de extensão.

Os pacientes serão selecionados para participar da pesquisa através do Programa de Cessação de Tabagismo, da Secretaria Municipal, que atualmente conta com cerca de 50 mil pessoas. Entre os critérios da seleção está um histórico de consumo elevado de cigarro, fumantes ou ex-fumantes que tenham parado de fumar nos últimos 15 anos e faixa etária entre 50 e 80 anos. Os critérios estabelecidos estão de acordo com o Consenso Médico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica, Sociedade Brasileiro de Pneumologia e com o Tisiologia e Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.

A taxa elevada de morte por câncer está diretamente relacionada ao diagnóstico tardio da doença. No Brasil, foram mais de 32 mil óbitos apenas em 2024, um número superior à soma de mortes por câncer de mama e próstata. O INCA prevê que o Brasil terá mais de 700 mil novos casos de câncer até 2028. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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