Brasil
FIOCRUZ TEM QUEDA DE 98% EM SUA CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO APÓS MUDANÇA DA MICROSOFT
Empresa de tecnologia fez alterações em seus contratos educacionais
A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) sofre com uma queda alarmante em sua capacidade de armazenamento de dados após uma mudança na política de contratos educacionais da Microsoft. O espaço disponível, de suma importância para os projetos, era de 30 petabytes e foi reduzido a 730 terabytes. A redução representa um corte de quase 98% que afeta serviços utilizados internamente como OneDrive, Exchange e SharePoint.
A alteração tem grande impacto na Fiocruz, que é uma das mais importantes instituições públicas de pesquisa e tecnologia da América Latina. Segundo uma fonte interna indicou ao site Nucleo, os colaboradores da fundação pensam em novas estratégias de armazenamento e reorganização de arquivos.
Os contratos firmados para fornecimento de serviços com a Microsoft têm valores milionários. Em 2024, o contrato era de R$8,6 milhões. No ano passado, aumentou para R$11,6 milhões. Segundo o painel de transparência da Fiocruz, a instituição já teve um gasto de R$28 milhões em compras com a Microsoft de 2012 a 2020.
Além da Fiocruz, outras importantes instituições de ensino e pesquisa brasileiras alertam sobre as limitações e reduções de armazenamento de seus dados, o que pode gerar grandes complicações no andamento de projetos de pesquisa, ciência e tecnologia a longo prazo.
Fundada em 1975 e amplamente reconhecida pelo sistema Windows, a Microsoft é uma das maiores bigtechs do mundo com valor de mercado sendo avaliado em mais de US$3 trilhões. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano