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EUA hesitam em renovar sanções contra ministros do STF por temor de beneficiar Lula nas eleições

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos tem relutado em recomendar a retomada das sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por receio de que a medida fortaleça politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral. Embora a minuta para reaplicar a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes e estendê-la a outros magistrados esteja pronta, a diplomacia norte-americana desacelerou o processo ao diagnosticar que retaliações anteriores — somadas a ameaças tarifárias do presidente Donald Trump — acabaram impulsionando a popularidade de Lula no Brasil.

O reposicionamento do governo americano reflete o trauma de episódios recentes no Canadá e na Austrália, onde interferências diretas de Trump acabaram favorecendo eleitoralmente candidatos de esquerda. Diante desse cenário, Trump passou a buscar uma reaproximação com o presidente brasileiro, enquanto o Departamento do Tesouro aguarda o aval do Departamento de Estado para decidir sobre as sanções. Para blindar a estratégia política, a Casa Branca passou a tratar as tarifas impostas ao Brasil de forma estritamente comercial, descartando o vínculo do tema com os processos judiciais enfrentados por Jair Bolsonaro.


Conclusão
A hesitação de Washington em punir ministros do STF revela como o pragmatismo eleitoral passou a sobrepor a pressão ideológica na política externa norte-americana para a América Latina. Ao reconhecer que sanções internacionais operam como combustível para a narrativa de soberania e fortalecem o governo de turno, a administração Trump recua estrategicamente para evitar o efeito reverso nas urnas brasileiras. Esse movimento impõe um balde de água fria nos setores da oposição que contavam com o apoio direto dos Estados Unidos para emparedar o Judiciário, alterando a dinâmica de forças no cenário pré-eleitoral. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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