Brasil

Estudo da UFRJ aponta que Linha 3 do Metrô pode reduzir viagens entre Rio e Leste Fluminense em até 85%

Publicado

em

Um estudo inédito desenvolvido pelo Projeto Prisma-RJ, da Coppe/UFRJ, revelou que a implantação da Linha 3 do Metrô pode reduzir em até 85% o tempo de deslocamento entre o Rio de Janeiro e os municípios do Leste Metropolitano. Os dados foram apresentados nesta terça-feira (15) em debate público na Câmara do Rio. A proposta prevê um traçado submarino e terrestre de 50 quilômetros e 29 estações, ligando o Centro do Rio a Itaboraí, passando por Niterói e São Gonçalo, com tecnologia capaz de comportar intervalos de apenas 90 segundos entre as composições.

A pesquisa mapeou o fluxo da região e exemplificou ganhos expressivos de mobilidade: o trajeto entre Icaraí e o Aeroporto Santos Dumont, que hoje leva cerca de 75 minutos de carro, cairia para apenas 11 minutos. Com metodologia que analisou oito traçados anteriores e incorporou critérios como segurança pública, adensamento urbano e dinâmica pós-pandemia, o novo desenho dobrou a estimativa de população atendida diretamente pelas estações, saltando para 182 mil moradores. O projeto prevê ainda integração tarifária com modais locais, como o VLT de Niterói e o MUVI de São Gonçalo.

A iniciativa servirá de base técnica para pressionar o Governo do Estado a retomar a expansão da rede metroviária, estagnada desde 2016. O secretário municipal de Transportes do Rio, Jorge Arraes, classificou a travessia sobre a Baía de Guanabara como um desafio de engenharia plenamente viável e colocou o município à disposição para viabilizar a obra. Nas próximas etapas, o Prisma-RJ avançará para a estimativa final de demanda, elaboração da minuta de edital e modelagem da licitação.

Conclusão
O estudo da Coppe/UFRJ lança luz sobre uma das gargalas mais antigas e críticas da mobilidade urbana fluminense, provando que a Linha 3 vai muito além de uma promessa histórica e se consolida como uma solução técnica urgente e viável. Ao utilizar dados geolocalizados de telefonia e considerar novas dinâmicas sociais, o projeto entrega aos gestores públicos um diagnóstico robusto para transformar a integração entre as margens da Baía de Guanabara. O grande desafio, no entanto, deixa de ser o traçado no papel para se tornar a capacidade de articulação política e atração de investimentos estaduais e privados para tirar a expansão do papel após uma década de paralisação. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

Mais Acessadas

Sair da versão mobile