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CSN COMPLETA 85 ANOS EM MEIO A CRISE EM VOLTA REDONDA

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Grupo enfrenta desafios impostos pelo declínio do setor siderúrgico

A Companhia Siderúrgica Nacional chega aos seus 85 anos de existência em meio a uma crise de várias frentes que precisa ser enfrentada. Um dos principais motores econômicos da cidade de Volta Redonda passa por uma necessidade de modernização em sua operação com alta demanda de investimento.

De acordo com o próprio grupo, a atualização de seu sistema de trabalho precisaria da aplicação de aproximadamente U$1 bilhão, cerca de R$5,2 bilhões. Com o setor siderúrgico do Brasil apresentando declínio nos últimos anos, incluindo corte de empregos e paralisação em aportes, o grande investimento torna-se um impasse.

No fim do ano passado, o BNDES aprovou um financiamento no valor de R$1,13 bilhão para a empresa. Parte da quantia será destinada ao reembolso de investimentos realizados pela CSN desde 2023, com outra parte prevista para melhorar a eficiência ambiental da usina em Volta Redonda, reduzindo a emissão de poluentes.

No terceiro trimestre de 2025, a margem ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) do setor siderúrgico foi de 8,1%. Em efeito de comparação, o mercado da mineração obteve 43,9%. Entre os fatores que causaram impacto direto na siderurgia estão a queda de demanda e a alta nas importações.

Com os desafios impostos, a venda de parte do Grupo CSN não está completamente fora de cogitação. A empresa busca alternativas para diminuir sua dívida, que chegou a atingir o montante de R$41,2 bilhões, valor 3,47 vezes maior que seu ebitda. Entre as possibilidades está a venda de ativos para reduzir a alavancagem em até R$18 milhões. Um novo empréstimo bancário também está no horizonte.

Fundada em 1941, a CSN foi a primeira produtora integrada de aço plano do Brasil, parte essencial na história de industrialização do país. A empresa vive agora um de seus momentos mais decisivos e as próximas intervenções devem selar o destino de diversas pontas do grupo, inclusive da usina de Volta Redonda. Por podcast edinhotaon/ Edno Mariano

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